Certamente reconhecemos a legitimidade das eleições, diz Eduardo Aroeira da CBIC
O presidente da CBIC, Eduardo Aroeira, afirmou reconhecer a legitimidade das eleições e cobrou foco no equilíbrio fiscal para reduzir os juros, visando garantir previsibilidade aos investimentos. A entidade apresentou propostas para os primeiros 100 dias de governo, focando em crédito, sustentabilidade e conclusão de obras paradas. O setor também sugeriu um Plano Nacional de Habitação até 2035 e planejamento de longo prazo para ampliar os investimentos em infraestrutura no País.
O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Eduardo Aroeira, afirmou que a instituição reconhece o resultado das urnas e espera que o governo reeleito se debruce sobre as contas públicas, com foco em medidas que levem à redução dos juros no País.
"Certamente reconhecemos a legitimidade das eleições", afirmou, após ser questionado sobre isso pela reportagem da Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), na coletiva de imprensa. A turbulência política e as incertezas sobre os rumos do País são um tema caro ao empresariado, que requer previsibilidade para realizar investimentos. "Como todo mundo, agora esperamos o posicionamento do governo", emendou o presidente da CBIC.
Neste mês, o setor entregou às campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro uma agenda com propostas a serem implementadas nos primeiros 100 dias de governo, independentemente de quem fosse eleito. A agenda estratégica foi organizada em sete eixos e aborda planejamento de longo prazo, equilíbrio fiscal, redução do custo do capital, melhoria do ambiente de negócios, ampliação do crédito, investimento na habitação, infraestrutura, obras públicas, assim como industrialização, inovação, qualificação profissional e sustentabilidade.
Na área habitacional, a CBIC sugeriu a elaboração de um Plano Nacional até 2035, com definição de metas nacionais e regionais e integração das diferentes modalidades de atendimento. Para a infraestrutura, a CBIC propôs ampliar os investimentos e estabelecer um planejamento integrado para os próximos 20 a 30 anos. A conclusão de obras públicas paralisadas ou inacabadas é outra prioridade da agenda.
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