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RS: em ato por tarifa menor de ônibus, sede de associação é atacada

De acordo com a Brigada Militar, algumas pessoas picharam o muro e atiraram pedras contra a sede da Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP)

11 abr 2013
23h33
atualizado às 23h44
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Manifestantes fizeram um novo ato pela redução da tarifa do ônibus em Porto Alegre na noite desta quinta-feira. De acordo com a Brigada Militar, algumas pessoas picharam o muro e atiraram pedras contra a sede da Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP). Por volta das 23h, cerca de 1 mil pessoas ainda protestavam em frente ao prédio.

O protesto iniciou por volta das 18h, quando os manifestantes se concentraram em frente ao Auditório Araújo Viana, no Parque da Redenção
O protesto iniciou por volta das 18h, quando os manifestantes se concentraram em frente ao Auditório Araújo Viana, no Parque da Redenção
Foto: Desirée Ferreira / Agência Freelancer

O ato iniciou por volta das 18h, quando os manifestantes se concentraram em frente ao Auditório Araújo Viana, no Parque da Redenção. Em seguida, o grupo seguiu para a sede da ATP, na avenida Protásio Alves.

Os manifestantes pedem que a tarifa do ônibus na capital gaúcha, que hoje é de R$ 2,85 seja reduzida a R$ 2,60. Na semana passada, após protestos nas ruas de Porto Alegre, a Justiça suspendeu o reajuste que aumentou a passagem para R$ 3,05 em março. A ação cautelar, de autoria dos vereadores do Psol Pedro Ruas e Fernanda Melchionna, argumentava que a suspensão era necessária pela "ocorrência de ilegalidades administrativas e infringências aos princípios da legalidade e moralidade administrativa, em flagrante prejuízo da população".

No início de março, o TCE determinou a revisão do cálculo de reajuste das passagens de ônibus em Porto Alegre. A decisão negava o pedido da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) para manter no cálculo de reajuste a frota reserva das empresas. Além disso, a desoneração da folha de pagamento do setor, conforme o órgão, deveria ser considerada. Segundo o Ministério Público de Contas (MPC), que pediu a revisão, a decisão poderia deixar a tarifa até 10% mais barata que a atual.

Desde 2012, diversos protestos contra o aumento da tarifa de ônibus foram realizados na capital gaúcha. Após o último reajuste, as manifestações tomaram mais força. No último dia 1º, pelo menos 5 mil pessoas paralisaram o centro da cidade em uma passeata que percorreu as principais ruas.

 

Fonte: Terra
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