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Terremotos ocorrem todos os dias, diz pesquisadora

21 jan 2010 - 06h36
(atualizado às 09h21)
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O tremor sentido na quarta-feira no Haiti, de 6.1 graus na escala Richterteve intensidade bem menor do que o ocorrido há uma semana, de 7 graus,que destruiu inúmeras construções, causando dezenas de milhares demortes. Isso porque a escala é logarítmica, como explica apesquisadora do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB), Mônica Von Huelsen. A pesquisadora disse que os terremotos ocorrem todos os dias e não há como evitá-los porque as placas tectônicas estão em constante movimento.

Alguns países, no entanto, sabem que estão propensos a terremotos e têm uma infraestruta específica para reduzir os danos entre seus habitantes,como é o caso do Japão. Outros, como o Brasil, são menos afetados porestarem distantes das bordas das placas tectônicas.

"Para os que estão na borda da placa, a incidência de falhas é grande, então a movimentação das placas faz com que as falhas se desloquem e geremterremotos", afirmou Mônica.

Ela disse, entretanto, que apesar de oBrasil estar numa região considerada estável, existem algumas falhasgeológicas no território nacional que também geram terremotos, mas emquantidade e intensidades bem menores.

O terremoto mais forte registrado no país foi em 1955, na Serra do Tombador, em Mato Grosso, com 6.6 graus na escala Richter. O único registro de morte causada diretamente por um tremor foi em 2007, na cidade de Itacarambi, em Minas Gerais. Sua magnitude foi de 4.9 graus. "A construção era bem rudimentar, as vigas eram feitas com arame farpado, uma parede caiu em cima de duas crianças gêmeas e uma morreu", disse a pesquisadora.

O maior terremoto já registrado no mundo foi em 1960, no Chile, queatingiu 9.5 graus na escala Richter e deixou cerca de 3 mil mortos e 2milhões de feridos.

Terremoto

Um terremoto de magnitude 7 na escala Richter atingiu o Haiti nessa terça-feira, às 16h53 no horário local (19h53 em Brasília). Com epicentro a 15 km da capital, Porto Príncipe, segundo o Serviço Geológico Norte-Americano, o terremoto é considerado pelo órgão o mais forte a atingir o país nos últimos 200 anos.

Dezenas de prédios da capital caíram e deixaram moradores sob escombros. Importantes edificações foram atingidas, como prédios das Nações Unidas e do governo do país. Estimativas mais recentes do governo haitiano falam em mais de 200 mil mortos e 75 mil corpos já enterrados. O Haiti é o país mais pobre do continente americano.

Morte de brasileiros

A fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança, Organismo de Ação Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Zilda Arns, o diplomata Luiz Carlos da Costa, segunda maior autoridade civil da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti, e pelo menos 18 militares brasileiros da missão de paz da ONU morreram durante o terremoto.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, e comandantes do Exército chegaram na noite de quarta-feira à base brasileira no país para liderar os trabalhos do contingente militar brasileiro no Haiti. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil anunciou que o país enviará até US$ 15 milhões para ajudar a reconstruir o país. Além dos recursos financeiros, o Brasil doará 28 t de alimentos e água para a população do país. A Força Aérea Brasileira (FAB) disponibilizou oito aeronaves de transporte para ajudar as vítimas.

O Brasil no Haiti

O Brasil chefia a missão de paz da ONU no país (Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti, ou Minustah, na sigla em francês), que conta com cerca de 7 mil integrantes. Segundo o Ministério da Defesa, 1.266 militares brasileiros servem na força. Ao todo, são 1.310 brasileiros no Haiti.

A missão de paz foi criada em 2004, depois que o então presidente Jean-Bertrand Aristide foi deposto durante uma rebelião. Além do prédio da ONU, o prédio da Embaixada Brasileira em Porto Príncipe também ficou danificado, mas segundo o governo, não há vítimas entre os funcionários brasileiros.

Agência Brasil Agência Brasil
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