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Sob o efeito de droga, brasileiro atropela e mata três na Austrália

Nei da Costa estava sob o efeito de uma droga chamada "ice" no momento do acidente

15 jan 2014 - 08h55
(atualizado às 22h05)
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O brasileiro Nei da Costa em imagem do Facebook
O brasileiro Nei da Costa em imagem do Facebook
Foto: Arquivo pessoal / Reprodução

O brasileiro Nei Lima da Costa, 29 anos, atropelou e matou três pessoas nas ruas de Melbourne, na Austrália. Dirigindo a 120 km/h, Costa passou o farol vermelho e atingiu o pedestre Anthony Parsons. O brasileiro perdeu o controle do veículo e bateu em um Ford sedan, matando também um casal de passageiros. Nei Lima da Costa estava sob o efeito da droga conhecida como “ice”, ou cristal, uma metanfetamina muito potente e altamente viciante.

Casado com uma australiana e pai de uma menina de dois meses, Costa estava a caminho de Sorrento, onde a família da esposa tem uma casa de férias. O brasileiro ainda feriu outras três pessoas no acidente. O motorista do sedan ainda está no hospital em estado grave. Três dias antes da tragéria, o brasileiro havia aparecido no tribunal para responder a outro processo por excesso de velocidade.

Parsons, 45 anos, atravessava a rua ao lado da esposa quando foi atingido por volta das 23h30 do último domingo. Com o impacto, seu corpo foi parar 50 metros à frente. Um ano antes, a mulher Susan havia ficado gravemente ferida também em um atropelamento, enquanto trabalhava vendendo doces. Naquele caso, o motorista estava mandando um torpedo no celular.

<p>Os dois veículos envolvidos no acidente</p>
Os dois veículos envolvidos no acidente
Foto: ABC TV / Reprodução

O brasileiro matou também o casal Isnimi e Savvas Menelaou, ambos por volta dos 60 anos, que viajavam acompanhados da família. O exame de sangue pelo qual Costa passou após o acidente comprovou o uso de metanfetamina.

O acidente chocou a Austrália, onde o número de mortos nas estradas é de cinco a cada 100 mil habitantes. No Brasil, a quantidade de vítimas fatais é mais de quatro vezes maior: 22,5 por 100 mil habitantes.

Costa estaria viciado em “ice” há cerca de dez meses. A droga, uma forma altamente pura da metanfetamina, é formada por uns cristais brancos ou incolores, que podem ser esmagados para virar pó. O “ice” pode ser fumado como crack ou cheirado como cocaína, mas também pode ser misturado em água e injetado. Altamente viciante, a droga sintética afeta o sistema nervoso central e pode levar a comportamentos psicóticos e violentos. Cerca de 483 mil australianos são viciados em “ice”, 2,1% da população do país.

O casal Isnimi e Savvas Menelaou em imagem disponibilizada pela família
O casal Isnimi e Savvas Menelaou em imagem disponibilizada pela família
Foto: Arquivo familiar / Divulgação

Ontem, Nei Lima da Costa compareceu ao tribunal de muletas e com uma tipóia no braço direito para uma audiência preliminar que decidiria se ele aguardaria seu julgamento preso ou em liberdade. Observado pelos familiares das vítimas, ele permaneceu atrás de um vidro de proteção.

Acompanhado da advogada, o brasileiro pediu fiança. “Ele sabe que vai passar um longo tempo na cadeia, então, ele quer resolver algumas questões pessoais antes de ser preso”, explicou a advogada de defesa, Lisa Mendicino.

Já o detetive do Esquadrão de Investigação de Colisões Graves, Mark Amos, argumentou que Costa quer fugir para o Brasil. Segundo ele, testemunhas e câmeras de segurança de trânsito mostram o brasileiro dirigindo perigosamente por pelo menos um quilômetro antes do acidente. Ele teria passado vários faróis vermelhos.

Costa responde a sete acusações: três por direção perigosa, três por negligência, provocando lesão corporal grave, e uma por imprudência, provocando risco à vida. O juiz Charlie Rozencwajg negou a fiança. A próxima audiência está marcada para 17 de março.

Fonte: Especial para Terra
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