Presidente da Comissão Europeia irá ao Brasil antes de assinar acordo UE-Mercosul no Paraguai
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, viajará ao Brasil na sexta-feira, antes de ir no dia seguinte ao Paraguai para assinar o acordo comercial com os países do Mercosul, anunciou Bruxelas nesta quarta-feira (14).
O presidente brasileiro Lula teve um papel "crucial" para a conclusão desse tratado de livre-comércio com Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, destacou a União Europeia.
Ursula von der Leyen irá na sexta-feira ao Rio de Janeiro acompanhada de Antonio Costa, presidente do Conselho Europeu, órgão que representa os 27 países-membros.
"O Brasil é um parceiro estratégico da União Europeia nas áreas de comércio, investimentos, clima, multilateralismo (…) democracia e direitos humanos", ressaltou o Conselho Europeu em comunicado.
No sábado, Ursula von der Leyen e Antonio Costa seguirão para Assunção, no Paraguai, para assinar o acordo de livre-comércio, após mais de 25 anos de negociações.
Ao eliminar grande parte das tarifas alfandegárias, o tratado favorece as exportações europeias de automóveis, máquinas, vinhos e queijos.
No sentido inverso, facilita a entrada na Europa de carne bovina, aves, açúcar, arroz, mel e soja sul-americanos, com cotas de produtos isentos de tarifas que preocupam os setores afetados.
Para os críticos, o tratado vai pressionar a agricultura europeia com produtos mais baratos e nem sempre em conformidade com as normas da UE, devido à falta de controles suficientes.
Para os defensores, ao contrário, ele permitirá impulsionar uma economia europeia fragilizada e fortalecer as relações diplomáticas com a América Latina.
Após a assinatura, o acordo ainda precisará ser ratificado pelo Parlamento Europeu nas próximas semanas ou meses. A votação pode ser apertada, embora uma maioria pareça favorável ao acordo.
Já na próxima quarta-feira, os eurodeputados votarão sobre uma eventual ação judicial contra o tratado.
América do Sul deve continuar sendo "zona de paz"
O presidente brasileiro Lula e seu homólogo russo, Vladimir Putin, afirmaram na quarta-feira que a América do Sul e o Caribe devem "continuar sendo zonas de paz", após a operação americana que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro.
Durante uma conversa telefônica de cerca de 45 minutos, eles expressaram sua "preocupação" com a situação na Venezuela, segundo comunicado da Presidência do Brasil.
Com AFP