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Política

Câmara aprova reajuste de até 24% para servidores do Ministério Público da União

Proposta prevê aumento em três parcelas até 2028, com impacto fiscal estimado em R$ 1,6 bilhão; texto também cria a Polícia Institucional do MPU

3 mar 2026 - 21h42
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A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira, 3, reajuste salarial de até 24% para servidores do Ministério Público da União (MPU) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). O texto segue agora para análise do Senado.

A proposta prevê aumentos em três parcelas de 8%, a serem pagos a partir de julho de 2026, julho de 2027 e julho de 2028. O impacto fiscal estimado para o período é de cerca de R$ 1,6 bilhão.

O Ministério Público da União (MPU) é composto pelos Ministérios Públicos Federal (MPF), do Trabalho (MPT), Militar (MPM) e do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Já o CNMP fiscaliza o MP.

A votação foi simbólica, quando não há registro nominal de votos.

O parecer que embasou a aprovação afirma que o MPU tem margem fiscal para conceder o reajuste. Segundo o documento, as despesas de pessoal do órgão correspondem atualmente a cerca de 0,39% da Receita Corrente Líquida (RCL), abaixo do limite de alerta de 0,54% previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal.

A justificativa do projeto afirma que a recomposição busca valorizar as carreiras, garantir condições de trabalho e fortalecer a atração e retenção de servidores qualificados.

Polícia institucional

O projeto também altera a nomenclatura dos cargos de servidores responsáveis pela segurança institucional do MPU.

Os funcionários que atuam nessa área passarão a ser identificados como inspetores e agentes de polícia institucional. Hoje, a denominação utilizada é inspetor ou agente de segurança institucional.

A medida formaliza a chamada Polícia Institucional do MPU como unidade responsável pelas atividades de segurança do órgão.

Segundo a justificativa do projeto, a mudança busca alinhar a estrutura do Ministério Público ao modelo adotado no Judiciário, que criou a polícia judicial para atuar na segurança institucional dos tribunais.

Estadão
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