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Política

Zema chama de 'promiscuidade' suposta relação de ministros do STF com Banco Master

Declaração do governador ocorre em meio a questionamentos sobre decisões no Supremo envolvendo o Banco Master

13 jan 2026 - 17h28
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O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), classificou como "promiscuidade" as supostas relações entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o Banco Master, alvo de investigação por um esquema de emissão e negociação de títulos de crédito podres, estimado em R$ 12 bilhões.

As críticas foram feitas durante participação nesta terça-feira, 13, no Café com Política, do portal O Tempo. Sem citar nomes, Zema afirmou que integrantes "do alto escalão do governo federal, do Judiciário e do Legislativo" estariam atuando para facilitar contatos em benefício de interesses privados.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, elevou o tom ao contra ministros do STF ao tratar do caso Banco Master.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, elevou o tom ao contra ministros do STF ao tratar do caso Banco Master.
Foto: Reprodução/TV Globo / Estadão

"O que nós precisamos no Brasil é de gente que vá para o setor público para servir, e não para tirar proveito pessoal", afirmou.

Na sequência, o governador passou a se referir a decisões e episódios envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, que foram citados em reportagens do Estadão sobre o caso.

Decisões e vínculos sob escrutínio

A atuação de Moraes passou a ser questionada após vir à tona que o escritório de advocacia de sua esposa prestou serviços ao Banco Master, enquanto a instituição enfrentava problemas junto a órgãos de controle. As reportagens também relataram contatos do ministro com o presidente do Banco Central em um momento sensível para o banco, o que gerou críticas sobre possível conflito de interesses.

Já no caso de Toffoli, o ministro foi responsável por decisões no STF relacionadas ao banco, incluindo a condução de processos sob sigilo. A forma como os autos tramitaram e a concentração das decisões no Supremo também motivaram questionamentos de parlamentares e juristas sobre transparência e limites da atuação da Corte.

"Escândalo que precisa ser apurado"

Ao comentar os episódios, Zema elevou o tom e afirmou que situações envolvendo familiares de autoridades e instituições sob influência de decisões públicas seriam consideradas escândalo em outros países.

"Colocar o cônjuge para prestar serviço, ganhar milhões por mês, e depois tentar beneficiar aquela instituição. Isso, para mim, é promiscuidade no mais alto grau. É um escândalo que precisa ser apurado", disse se referindo a Moraes.

Estadão
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