Três cidades elegeram no domingo prefeitos para mandato 'tampão'; veja
Os novos gestores terão mandatos válidos até 31 de dezembro de 2028
A população de Cabedelo (PB), Oiapoque (AP) e Cachoeirinha (RS) foram às urnas no domingo, 12, escolher novamente prefeito e vice. Nos três municípios, ocorrem eleições suplementares para renovação dos cargos majoritários, já que os eleitos em 2024 tiveram seus mandatos cassados.
Receba as principais notícias direto no WhatsApp! Inscreva-se no canal do Terra
Em Cabedelo, na Grande João Pessoa, Edvaldo Neto (Avante) foi eleito prefeito da cidade na chapa com o vice Evilásio Cavalcanti Neto. Edvaldo obteve 16.180 votos, que correspondem a 61,21% dos votos válidos, contra 10.255 votos alcançados por Wallber Virgolino, que equivalem a 38,79%.
A eleição suplementar em Cabedelo aconteceu após cassação dos mandatos do prefeito André Coutinho (Avante) e da vice-prefeita Camila Holanda (PP). Eles foram condenados por abuso de poder político e econômico, além de compra de votos efetivada por diversos meios, como pagamentos em espécie e via Pix, doação de cestas básicas, entre outros.
Em Oiapoque, Inácio Maciel (PDT) foi eleito prefeito na chapa tendo como vice-prefeito Oscar Gislael (Rede). O município tem cerca de 24 mil eleitores aptos a votar. A chapa recebeu 7.036 de votos, que corresponde a 49,46% dos votos válidos.
A eleição suplementar em Oiapoque foi convocada após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassar o mandato do prefeito Breno Almeida (PP) e do vice Arthur Lima (Solidariedade). A cassação ocorreu com base em acusações de prática de abuso de poder econômico, caracterizada pela compra de votos durante o processo eleitoral de 2024.
Já em Cachoeirinha, Jussara Caçapava, do Avante, foi eleita prefeita com 43,39% dos votos válidos (22.595). Seu candidato a vice foi Luis Carlos da Rosa (PL), conhecido como Mano.
No Sul, o novo pleito ocorreu devido à cassação de Cristian Wasem Rosa (MDB) e Delegado João Paulo (PP), prefeito e vice-prefeito, respectivamente, por decisão da Câmara Municipal de Cachoeirinha. A cassação baseou-se em acusações de “pedaladas fiscais” no instituto de previdência municipal (Iprec) e de atentado contra o Legislativo.
Os novos gestores terão mandatos válidos até 31 de dezembro de 2028.
Comentários
As opiniões expressas nos comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Terra.