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"Brasil tem todos os motivos para ser otimista", diz Temer

Presidente falou que novo governante deverá dar continuidade às reformas e pediu união após as eleições

7 ago 2018
13h54
atualizado às 14h50
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O presidente da República, Michel Temer, focou o seu discurso feito na abertura do 28º Congresso Fenabrave, nesta terça-feira (7) em São Paulo, em conclamar os empresários a manterem o otimismo na economia brasileira, a continuarem a investir no País e não olhar muito para as incertezas decorrentes do período eleitoral.

Mandato de Michel Temer se encerra no dia 31 de dezembro deste ano
Mandato de Michel Temer se encerra no dia 31 de dezembro deste ano
Foto: Ueslei Marcelino / Reuters

"Temos todos os motivos para ser otimistas. Não vamos nos impressionar com o pleito eleitoral porque em época de eleição todo mundo fica preocupado com o que vai acontecer no futuro. Mas eu digo aos senhores que nós fincamos estacas, estabelecemos pilares que nenhum governante que venha conseguirá prejudicar o que nós fizemos", disse o presidente.

Segundo ele, as reformas iniciadas devem continuar. Temer disse que em períodos de eleições é comum os nervos se exaltarem, mas disse que é preciso que se caminhe depois das eleições para "um momento político administrativo".

"É um momento em que todos devem unir-se, inclusive a oposição, para fiscalizar para o bem comum", afirmou, acrescentando que o momento eleitoral tem que ser encarado como um momento legítimo da democracia. "Não pode acontecer nada que modifique aquilo que já começamos", disse o presidente.

Para uma plateia de cerca de 2,5 mil pessoas, Temer voltou a citar as medidas tomadas por seu governo no sentido de estimular a economia, lembrou dos recursos liberados das contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviços (FGTS) e salientou que com a liberação dos recursos do PIS, para funcionários da iniciativa privada, e do Pasep, para funcionários públicos, serão injetados cerca de R$ 30 bilhões na economia nos próximos meses.

O presidente voltou a defender o teto dos gastos, muito criticado por boa parte dos economistas que assessoram os candidatos à Presidência. "Quando assumimos, sabíamos da natureza da crise que estávamos herdando. O problema era, inauguralmente, fiscal. Aí nossa preocupação foi, por ordem, nas contas públicas. Por isso o chamado teto dos gastos públicos, ninguém pode gastar mais do que arrecada", disse Temer, acrescentando que com isso seu governo começo a resgatar a credibilidade na economia.

O presidente disse que em suas viagens para fora do Brasil encontra muito otimismo de empresários na economia brasileira e que ouve deles o desejo de investir no País.

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Estadão
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