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Renan defende convocação de Braga Netto à CPI da Covid

Ministro da Defesa assinou nota conjunta rebatendo declarações do presidente da comissão, Omar Aziz

13 jul 2021 12h29
| atualizado às 12h37
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General da reserva Braga Netto, que assumiu o Ministério da Defesa
REUTERS/Adriano Machado
General da reserva Braga Netto, que assumiu o Ministério da Defesa REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

O relator da CPI da Covid do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), defendeu nesta terça-feira, 13, a convocação do ministro da Defesa, Walter Braga Netto, para que explique nota assinada por ele e pelos três comandantes das Forças Armadas em que rebateu as declarações do presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM).

Renan classificou de "apressada, açodada e irresponsável" a nota de repúdio ao presidente da CPI divulgada por Braga Netto. A sugestão do relator vem depois de a Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados aprovar, também nesta terça, convite para que o ministro da Defesa compareça a esse colegiado para explicar a nota.

"Que nós apreciemos o mais rapidamente possível o requerimento de convocação do Braga Netto pelo seu envolvimento no enfrentamento à pandemia e pelas ordens que, em nome do governo, emanou do Palácio do Planalto ao Ministério da Saúde onde essas coisas verdadeiramente todas aconteceram", disse Renan.

Senador Renan Calheiros durante sessão da CPI da Covid no Senado
13/07/2021 REUTERS/Adriano Machado
Senador Renan Calheiros durante sessão da CPI da Covid no Senado 13/07/2021 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

Antes de assumir o Ministério da Defesa, Braga Netto, que é general do Exército na reserva, atuou como ministro-chefe da Casa Civil do governo do presidente Jair Bolsonaro.

Em 7 de julho, Braga Netto e os comandantes das Forças Armadas repudiaram em nota declarações do presidente da CPI por considerarem que desrespeitam os militares e generalizam "esquemas de corrupção".

Durante o depoimento do ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde Roberto Dias, acusado de participação em suposto esquema de propina na compra de vacinas contra a covid-19 que teria o envolvimento de integrantes das Forças Armadas que atuavam em postos civis no Ministério da Saúde, o presidente da CPI disse que o "lado podre das Forças Armadas" estaria envolvido em falcatrua dentro do governo".

"Essa narrativa, afastada dos fatos, atinge as Forças Armadas de forma vil e leviana, tratando-se de uma acusação grave, infundada e, sobretudo, irresponsável", disse a nota. "As Forças Armadas não aceitarão qualquer ataque leviano às instituições que defendem a democracia e a liberdade do povo brasileiro", acrescentou o documento naquela ocasião.

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