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Política

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Flávio Bolsonaro nega 'climão' em dividir espaço com ministro de Lula na Marcha para Jesus

Senador e pré-candidato à Presidência divide o trio elétrico com o advogado-geral da União do governo do presidente Lula, Jorge Messias

4 jun 2026 - 13h03
(atualizado às 13h42)
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Flávio Bolsonaro e Guilherme Derrite durante a 34ª Marcha para Jesus na cidade de São Paulo
Flávio Bolsonaro e Guilherme Derrite durante a 34ª Marcha para Jesus na cidade de São Paulo
Foto: MARCELLO ZAMBRANA/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou existir "climão" no trio elétrico reservado para autoridades na Marcha para Jesus, em São Paulo. Flávio divide o trio elétrico com o advogado-geral da União do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ministro Jorge Messias.

"Isso aqui não é um movimento político, estou aqui porque sou um cristão evangélico. (...) Não tem 'climão' nenhum aqui, estamos aqui no meu propósito que é Deus no comando", disse.

Em uma rápida fala para jornalistas, Flávio voltou a dizer que a família dele é vítima de uma perseguição e que isso estaria sendo vivido pelos brasileiros. Ao acusar o governo de suposta censura, o senador afirmou que a Marcha para Jesus, que concentra fiéis na zona norte da capital paulista, estaria "irritando muita gente do lado de lá".

Flávio também foi questionado sobre o impacto dos diálogos revelados no mês passado pelo The Intercept, que mostram ele pedindo R$ 134 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme "Dark Horse", que homenageia o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O senador disse ser "uma pessoa correta" e desviou do assunto atacando o governo Lula e a cúpula do PT na Bahia.

"Eu sou uma pessoa correta, a gente fez de tudo para fazer um filme em homenagem ao meu pai, que é um cara que merece ter a sua história contada em uma grande produção que vai ficar pronta e, em breve, todos verão. Agora, o governo Lula tem que explicar muito ainda por que fez reuniões secretas para tentar beneficiar alguém. Em especial, a Bahia tem muito a explicar porque foi lá onde tudo começou", afirmou.

Flávio foi perguntado também sobre seu relacionamento com o governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e afirmou que o político é seu "aliado e amigo". "É um grande governador", complementou. Ao ser perguntado sobre ter tido a oportunidade de conversar com o aliado, ele afirmou que sua vinda nesta quinta a São Paulo foi a primeira oportunidade de estar com o governador e o prefeito Ricardo Nunes.

Flávio participa da 34ª edição da Marcha para Jesus, na capital paulista. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça também está presente. Segundo a organização do evento, foram inscritas 23 mil caravanas para participar do evento, que contará com 8 trios elétricos.

Participam ainda do evento o deputado federal Sostenes Cavalcante, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, André do Prado, e o deputado estadual Lucas Bove.

Estadão
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