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Cidades

'De coração generoso' e realizava maior sonho: quem era aluno de aviação que morreu após 'banho de óleo'?

Morte de Gustavo Henrique Lara, de 27 anos, gerou comoção entre amigos e familiares

18 jul 2026 - 08h17
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Aluno de aviação morre após 'banho de óleo' em comemoração ao primeiro voo no PR:

A morte de Gustavo Henrique Lara, de 27 anos, causou verdadeira comoção nas redes sociais. Familiares e amigos fizeram inúmeras homenagens ao jovem que faleceu após participar de um ritual de comemoração por concluir sua formação como piloto. Gustavo teria tido uma reação alérgica ao tomar o tradicional "banho de óleo", na última quinta-feira, 16. 

Além de estudar para ser piloto, o jovem trabalhava como engenheiro eletricista e morava em Ipiranga (PR), cidade a cerca de 50 quilômetros de distância de Ponta Grossa, onde ocorreu o acidente fatal. A tragédia marcou o pequeno município de pouco mais de 14 mil habitantes.

Gustavo Henrique Lara era engenheiro de formação e tinha 27 anos
Gustavo Henrique Lara era engenheiro de formação e tinha 27 anos
Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Prefeitura Municipal de Ipiranga publicou uma nota de pesar pelo falecimento do jovem. No texto, há a informação de que Gustavo era filho ex-vereador de nosso município, Neudes José Lara, e de Lucineia Maria Dalazoana Lara, ex-servidora da Prefeitura Municipal.

Em uma das homenagens feitas por amigos e familiares, Gustavo é descrito como uma pessoa "de coração generoso, sempre disposta a ajudar". Uma prima do engenheiro contou que o curso de aviação era seu maior sonho. 

O engenheiro deixa a mãe e os irmãos Vitor e Aline. O corpo de Gustavo será sepultado neste sábado, 18, no Cemitério Municipal de Ipiranga. 

Gustavo Henrique Lara, de 27 anos, comemorava sua graduação como piloto
Gustavo Henrique Lara, de 27 anos, comemorava sua graduação como piloto
Foto: Reprodução/Redes Sociais

O que aconteceu

Gustavo Henrique Lara morreu após ter uma reação alérgica ao receber o chamado "banho de óleo", em celebração a ter se graduado como piloto e completado seu primeiro voo solo. O caso aconteceu em uma escola de aviação de Ponta Grossa, no Paraná.

Segundo a Polícia Civil, foi despejada sobre Gustavo uma substância oleosa conhecida por fazer parte dos motores das aeronaves, quando passou mal. Ele chegou a ser atendido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado a um hospital, mas acabou morrendo. 

O delegado Lucas Petry detalhou que o instrutor do curso contou, em depoimento, ter sido ele quem despejou a substância em Gustavo.

"De acordo com os elementos levantados até esse momento em sede flagrancial, ficou caracterizado que não houve dolo na conduta do instrutor, que não houve a intenção de matar", disse.

O instrutor foi indiciado por homicídio culposo e foi liberado após pagamento de fiança no valor de R$ 3 mil, para aguardar o decorrer do processo criminal. Ainda segundo o delegado, o instrutor era amigo da vítima. 

Exames necroscópicos, periciais e toxicológicos, e imagens do local do ocorrido ainda serão analisados pela polícia. 

Fonte: Portal Terra
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