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Palocci diz que propina pagou pesquisas para o PT

Em acordo de delação premiada, ex-ministro afirma que acerto com a empreiteira Andrade Gutierrez bancou levantamentos em 2010

24 jan 2019
08h08
atualizado às 08h38
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O ex-ministro Antonio Palocci afirmou, em acordo de delação premiada, que um acerto de propinas com a empreiteira Andrade Gutierrez bancou pesquisas eleitorais para o PT em 2010, quando a sigla já havia definido a ex-ministra Dilma Rousseff como candidata à sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva.

Palocci, que cumpre prisão domiciliar após fechar colaboração com a Polícia Federal, foi coordenador da campanha de Dilma. Segundo ele, o esquema, que teria se estendido até 2012, nas eleições municipais, não tinha por objetivo fraudar as pesquisas, produzidas pelo instituto Vox Populi, e sim ocultar recursos de corrupção em serviços que eram de interesse da campanha do PT.

Ex-ministro Antônio Palocci Filho é fotografado deixando a prisão, na sede da Polícia Federal em Curitiba, o berço da Operação Lava Jato.
Ex-ministro Antônio Palocci Filho é fotografado deixando a prisão, na sede da Polícia Federal em Curitiba, o berço da Operação Lava Jato.
Foto: WERTHER SANTANA / Estadão Conteúdo

Segundo ele "as pesquisas que não eram favoráveis ao PT eram mantidas sigilosas, ao passo que pesquisas favoráveis eram amplamente divulgadas ao público". Os contratos entre a empreiteira e o instituto teriam chegado a um valor de R$ 11 milhões.

O ex-presidente da Andrade Gutierrez Otávio Azevedo, que chegou a ser preso e depois virou delator na Lava Jato, confirmou, em colaboração, os pagamentos ao Vox Populi.

A assessoria da presidente cassada Dilma Rousseff disse que Palocci "mente" em seu acordo de delação premiada. Para a defesa de Lula, o ex-ministro trocou parte de seu patrimônio por "mentiras sem provas". A reportagem não conseguiu contato com o Vox Populi até a conclusão desta matéria. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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Estadão

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