Presidente do PT volta a chamar Trump de 'maior líder fascista do século 21'
Declaração foi feita durante o 12º ato do "Direitos Já - Fórum pela Democracia"
O presidente do PT, Edinho Silva, voltou a afirmar, nesta segunda-feira, 15, que o presidente dos EUA, Donald Trump, é "o maior líder fascista do século 21". Desde julho passado, quando Trump anunciou uma taxa de 50% sobre produtos brasileiros, Edinho tem associado o norte-americano ao que chama de "ascensão do fascismo no mundo".
Ao comentar a condenação de Jair Bolsonaro a mais de 27 anos de prisão, o petista classificou o veredicto do Supremo Tribunal Federal (STF) como uma vitória do estado democrático de direito. Ele ponderou, porém, que o "principal inimigo" não foi vencido.
"O fascismo está em ascensão no mundo, o fascismo está em ascensão no Brasil. O Trump é o maior líder fascista do século 21. Não podemos ter receio dessa caracterização, tampouco de fazer um paralelo daquilo que antecedeu a Segunda Guerra Mundial", afirmou Edinho.
A declaração foi feita durante o 12º ato do grupo Direitos Já!, que se apresenta como uma iniciativa da sociedade civil em defesa dos valores fundamentais da Constituição Cidadã.
O evento ocorreu na noite desta segunda no Tuca, o teatro da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Realizado no Dia Internacional da Democracia, o encontro reuniu representantes de MDB, PDT, PSB, PSDB, PSOL, PT, PV, Rede e Solidariedade, além de artistas, intelectuais e ativistas.
O Estadão acompanhou, em 2019, o jantar que consagrou a criação do movimento. Promovido pelo cientista social Fernando Guimarães e pelo advogado Marco Aurélio Carvalho, a reunião serviu à época para formatar um grupo suprapartidário de oposição ao então governo Jair Bolsonaro.
'Abraçaço' em comemoração a condenação de Bolsonaro
O ato no Tuca, tradicional palco de eventos do campo progressista, contou com um "abraçaço" em comemoração à condenação de Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. O encontro também foi marcado por gritos de "sem anistia", em referência às articulações de perdão para os condenados do 8 de Janeiro.
Decano do STF, o ministro Gilmar Mendes circulou pelos bastidores do evento. Durante o ato, foi transmitido um vídeo do magistrado no qual ele afirmou que as instituições estão agindo com resiliência diante dos maiores riscos à democracia nas últimas décadas.
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), também compareceu ao evento. Sua fala foi marcada por críticas ao governo Bolsonaro. Ele afirmou, por exemplo, que o governo Lula tem conseguido entregar indicadores econômicos melhores do que os da gestão Bolsonaro.
"Se, perdendo a eleição, tentaram dar um golpe, imagine se tivessem vencido. E o pior: mesmo fora do governo, continuam trabalhando contra os interesses do povo brasileiro lá fora", disse, em alusão ao deputado Eduardo Bolsonaro (PL), que tem articulado sanções contra o País nos Estados Unidos.