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Política

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Presidente do Chile defende 'manutenção da democracia' e diz que virá ao Brasil para posse de Lula

José Antonio Kast, aliado político da família Bolsonaro, conversou com o 'Estadão' após participar de audiência com o Papa Leão XIV no Vaticano

4 nov 2026 - 11h53
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Resumo
O presidente chileno José Antonio Kast confirmou presença na posse do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva, marcada para janeiro. Durante visita ao Vaticano, o líder chileno, historicamente ligado à família Bolsonaro, defendeu a manutenção da democracia e destacou manter uma relação pragmática e estável com o petista. Kast afirmou ainda que Chile e Brasil seguirão trabalhando em uma agenda conjunta focada na integração econômica bilateral e no combate ao crime organizado regional.

VATICANO - O presidente do Chile, José Antonio Kast, afirmou ao Estadão nesta quarta-feira, 4, que estará no Brasil para a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o quarto mandato no Palácio do Planalto. Aliado político da família Bolsonaro, Kast defendeu a "manutenção da democracia".

As declarações ocorreram logo após Kast ser recebido pelo Papa Leão XIV no Vaticano nesta manhã. O chileno também se reuniu com o secretário para as Relações com os Estados e as Organizações Internacionais, dom Paul Richard Gallagher.

"Tive a possibilidade de cumprimentar o presidente reeleito Lula, falamos com ele, e vamos estar também na sua posse, em 5 de janeiro", disse Kast ao Estadão, sobre o telefonema ao presidente brasileiro depois do resultado do segundo turno no último dia 25.

Na ocasião, o presidente chileno publicou uma imagem do momento da chamada e disse que felicitou o petista pelo resultado. "Chile e Brasil têm muito futuro em comum e seguiremos trabalhando por uma agenda que potencialize as relações entre nosso países em integração econômica e combate ao crime organizado na região", escreveu Kast.

Desde que foi eleito, o presidente do Chile construiu uma relação pragmática com Lula. "Nós conversamos sempre sobre a manutenção da democracia. Quando o presidente Lula ganhou a eleição, pude me comunicar sobre a relação entre os dois países", afirmou ao Estadão. "Tem sido uma relação muito boa, permanente e estável", complementou.

Em março deste ano, Lula cancelou a ida à posse de Kast. O recuo ocorreu após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmar presença no evento. Na época, o chileno afirmou que não estava manifestando preferência pelo então pré-candidato do PL à Presidência.

"Sou próximo da família Bolsonaro. Eu o conheci quando era senador e ele era deputado", disse à CNN Chile, acrescentando que, como presidente eleito, tinha direito de convidar "amigos" para a solenidade.

Estadão
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