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Política

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Vídeo mostra falha em urna eletrônica em 2014, e não máquina votando sozinha

GRAVAÇÃO NÃO TEM RELAÇÃO COM HORÁRIO ESTENDIDO NO SEGUNDO TURNO, DIFERENTEMENTE DO QUE ALEGAM POSTAGENS

4 nov 2026 - 09h46
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Resumo
É falso que um vídeo mostre uma urna eletrônica votando sozinha em eleições recentes. A gravação retrata uma falha técnica ocorrida no segundo turno de 2014, em Torres (RS), quando uma urna travou com o sinal sonoro acionado, sem registrar nenhum voto. Na ocasião, o equipamento foi prontamente substituído e auditorias confirmaram a ausência de fraudes. Além disso, o TSE esclarece que é impossível uma urna votar sem a identificação do eleitor e a devida liberação pelo mesário na seção.

O que estão compartilhando: vídeo mostra uma urna eletrônica emitindo um sinal sonoro contínuo, sem a presença de um eleitor na cabine de votação. O post alega que o equipamento registrou votos sozinho durante a prorrogação da votação no segundo turno das eleições, em 25 de outubro.

Foto: Reprodução/Redes Sociais / Estadão

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é enganoso. O caso ocorreu em 2014, em uma urna eletrônica no município de Torres, no Rio Grande do Sul. O Tribunal Superior Eleitoral esclareceu que, na ocasião, a máquina estava com o sinal sonoro acionado, mas sem votos sendo registrados. O equipamento foi substituído, sem interferência na votação.

Saiba mais: Circulam nas redes sociais alegações falsas com o intuito de acusar, sem fundamento, fraude nas eleições de 2026. Usuários alegaram que uma urna eletrônica "votou sozinha" durante a extensão do horário de votação no segundo turno do pleito.

Mas a gravação que mostra o equipamento exibindo repetidamente o som característico da conclusão da votação é antiga. A falha na máquina foi registrada em 26 de outubro de 2014, na seção 2 da 85ª Zona Eleitoral, em Torres, no Rio Grande do Sul.

Uma busca reversa (veja como fazer aqui) no Google com as imagens do vídeo encontrou o mesmo conteúdo publicado no Youtube em 28 de outubro de 2014. Ou seja, sem nenhuma relação com as eleições de 2026.

A Justiça Eleitoral esclareceu, em seu site, que a urna em questão estava travada e inoperante no momento do erro. O equipamento foi substituído na ocasião e a votação prosseguiu normalmente até o encerramento, "sem constatação de irregularidades".

Uma urna não é capaz de "votar sozinha". Antes do registro do voto, é obrigatória a identificação do eleitor e a habilitação pelos mesários. Após o procedimento, o eleitor digita os números de seu candidato na urna.

A zerésima da seção do vídeo confirmou que não havia nenhum voto na urna antes do início do segundo turno de 2014. O boletim de urna, emitido após o encerramento da votação, registrou o comparecimento de 310 eleitores, com 187 votos para o então candidato Aécio Neves (PSDB), 108 para a presidente Dilma Rousseff (PT), sete brancos e oito nulos.

Naquele ano, o PSDB analisou as cópias da zerésima, do boletim de urna e da ata da seção eleitoral. A auditoria concluiu que não havia evidências de fraude na votação.

Outras verificações de Aos Fatos e AFP desmentiram conteúdos semelhantes.

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A extensão do período de votação foi solicitada ao TSE pelas campanhas de ambos os candidatos, tanto a de Lula quanto a do senador Flávio Bolsonaro (PL), no segundo turno do pleito.

Como explicou o Estadão Verifica, após às 17h do domingo, 34 mil votos foram computados nas seções em todo o Brasil. O presidente Lula foi reeleito com 64,2 milhões de votos, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) teve 59,8 milhões. A diferença entre os dois foi de 4,4 milhões de votos.

O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, afirmou que as eleições "transcorreram dentro da mais absoluta normalidade e com respeito aos ditames legais e constitucionais".

Apesar de Flávio Bolsonaro ter questionado o resultado eleitoral, o partido do senador reconheceu a vitória de Lula.

Estadão
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