Script = https://s1.trrsf.com/update-1789154714/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Política

Publicidade

Prazo para Mendonça responder a acusações de Moraes termina nesta segunda-feira, 21

Ministro deve se manifestar sobre acusações de abuso de autoridade, improbidade e crime de responsabilidade feitas por Alexandre de Moraes

21 set 2026 - 09h46
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
Termina nesta segunda-feira o prazo para André Mendonça responder às acusações de Alexandre de Moraes sobre sua atuação no caso do Banco Master e fraudes no INSS. Moraes acusa o colega de improbidade e abuso de autoridade com base em relatório sem valor probatório da PF, em reação a um pedido de Mendonça para investigá-lo. A defesa de Mendonça focará em desqualificar o documento e sustentar que a ação busca desviar o foco das apurações sobre a relação de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Termina nesta segunda-feira, 21, o prazo para que o ministro André Mendonça se manifeste sobre as acusações apresentadas por Alexandre de Moraes a respeito de sua atuação em investigações relacionadas ao Banco Master e às fraudes no INSS. A manifestação encerra a etapa de esclarecimentos determinada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e devolve à Presidência da Corte a condução do procedimento em meio ao impasse sobre os casos envolvendo os dois ministros.

Mendonça foi chamado a apresentar suas considerações sobre a forma, o conteúdo e a regularidade do procedimento, além de eventuais questões processuais. Ao determinar as diligências, Fachin destacou que a medida tinha caráter preliminar e não significava uma conclusão sobre a validade das acusações.

Moraes atribuiu a Mendonça suspeitas de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. A acusação foi apresentada depois de Mendonça pedir que Moraes fosse investigado por suas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Como base, Moraes utilizou um relatório interno da Polícia Federal classificado no próprio documento como sem valor probatório.

O procedimento ganhou novo contorno após Fachin adiar, em 17 de setembro, o julgamento que estava previsto para esta quarta-feira, 23, sobre a atuação de Mendonça no caso Master.

A decisão ocorreu após uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes na sessão do dia 15, na qual o ministro propôs que o processo envolvendo Moraes e o procedimento sobre Mendonça fossem reunidos para julgamento conjunto. Flávio Dino, Cristiano Zanin e o próprio Moraes apoiaram a proposta, mas Dino pediu vista antes do fim do julgamento.

A Coluna do Estadão revelou que, apenas do adiamento da sessão do dia 23, Mendonça concentrou-se no fim de semana em preparar sua defesa, que deve ser apresentada no prazo regimental.

Segundo apuração da Coluna, a defesa do magistrado tomará um tom moderado e focará em desconstruir imputações feitas por Moraes e sustentará a "ilegalidade" do documento da PF apócrifo.

O ministro pretende demonstrar que a peça apresentada pelo colega carece de qualquer validade jurídica e tem como objetivo desviar o foco da investigação necessária e urgente, que é a relação de Moraes com Vorcaro.

Estadão
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra