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Política

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Ministério da Justiça demite Eduardo Bolsonaro da PF por abandono de cargo

Ato assinado pelo ministro da Justiça, Wellington César, foi publicado nesta segunda-feira, 21, no Diário Oficial da União

21 set 2026 - 10h18
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Resumo
O Ministério da Justiça demitiu o ex-deputado Eduardo Bolsonaro da Polícia Federal por abandono de cargo, após processo disciplinar constatar mais de 30 dias de faltas injustificadas. Concursado desde 2010 como escrivão, ele deveria ter retornado às funções após deixar o mandato, mas permaneceu nos Estados Unidos, onde se diz exilado político. O ex-parlamentar também acumula uma condenação recente do Supremo Tribunal Federal a quatro anos e dois meses de prisão por tentar intimidar o Judiciário.

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi demitido da Polícia Federal por abandono de cargo. A decisão, assinada na sexta-feira, 18, pelo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, foi publicada nesta segunda-feira, 21, no Diário Oficial da União (DOU). O ato aponta que Eduardo cometeu infração disciplinar ao faltar injustificadamente ao serviço por mais de 30 dias consecutivos.

A Polícia Federal havia concluído o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado para apurar a ausência do ex-deputado e decidido pela demissão. Eduardo está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 e passou a se definir como exilado político. Após a perda do mandato parlamentar, ele deveria retornar ao cargo de escrivão da PF, no Rio de Janeiro, ocupado desde que ingressou na corporação por concurso público, em 2010.

Eduardo Bolsonaro foi demitido da PF por faltar injustificadamente ao serviço por mais de 30 dias consecutivos
Eduardo Bolsonaro foi demitido da PF por faltar injustificadamente ao serviço por mais de 30 dias consecutivos
Foto: @SBT News via YouTube / Estadão

Como não se reapresentou ao trabalho, um PAD foi aberto em fevereiro deste ano para analisar a situação. Desde então, Eduardo permanecia afastado do cargo.

Além disso, Eduardo também foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de reclusão por coação, em razão de sua atuação nos Estados Unidos para intimidar o Judiciário e impedir a análise da tentativa de golpe.

Estadão
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