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Política

PGR denuncia prefeito que sugeriu 'guilhotina' para Moraes em evento ao lado de Bolsonaro

Prefeito alegou que situação se tratava de uma brincadeira

23 set 2025 - 20h46
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o prefeito de Farroupilha (RS), Fabiano Feltrin, após ele sugerir que colocaria o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, em uma guilhotina. A declaração foi feita durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais.

A denúncia foi apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, e está sob relatoria do próprio Alexandre de Moraes. No documento, o episódio é classificado como incitação à prática de homicídio.

PGR denuncia prefeito que sugeriu 'guilhotina' para Moraes em evento ao lado de Bolsonaro
PGR denuncia prefeito que sugeriu 'guilhotina' para Moraes em evento ao lado de Bolsonaro
Foto: Estadão

Durante a live, transmitida pelo Instagram, Feltrin reagiu a um comentário sobre uma suposta estátua em homenagem ao ministro, dizendo: "A homenagem aqui pra ele eu vou mostrar qual é, Vitorino. É só colocar ele aqui na guilhotina, ó. Aqui a homenagem pra ele". Enquanto falava, manuseava um instrumento semelhante a uma guilhotina. A gravação foi feita em local público, com diversas pessoas presentes, e teve ampla repercussão na imprensa e nas redes sociais. O vídeo passou a integrar uma investigação da Polícia Federal.

Diante do episódio, o Ministério Público Federal (MPF) entendeu que houve estímulo a crimes contra ministros do STF. A PGR também solicitou a fixação de um valor para reparação dos danos causados pelo crime.

Prefeito de Farroupilha desde 2021, Feltrin ainda não se manifestou publicamente sobre a denúncia. Em depoimento à Polícia Federal, em 2024, ele disse ter ficado surpreso com a repercussão, pediu desculpas e alegou que a fala foi feita em tom de brincadeira, sem intenção de ofender o ministro Alexandre de Moraes.

"Embora eu seja, de fato, um crítico da atuação do ministro como magistrado, é inadequada qualquer alusão a atos de violência. Uma alusão semelhante já foi feita, em outro momento, pelo próprio ministro, mas isso não diminui o erro cometido, pelo qual reitero meu pedido de desculpas. A fala, portanto, não refletiu nenhuma vontade pessoal nem qualquer tipo de incitação. Minha trajetória mostra que sempre respeitei as pessoas e as instituições — e assim pretendo continuar", afirmou o prefeito em nota divulgada na época da repercussão do caso.

Estadão
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