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Política

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PF: Ex-chefe da Polícia Civil e ex-prefeito de Belford Roxo são alvo por lavagem de R$7,6 bi

7 jul 2026 - 12h34
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A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira, 7, a sexta fase da Operação Unha e Carne para fazer frente a uma quadrilha suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro para lavar dinheiro do crime organizado. Segundo um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o grupo movimentou R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos. Entre os alvos estão o ex-secretário de Polícia Civil do Rio Marcus Amim e o ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado, Márcio Canella (União Brasil).

O Estadão busca contato com a defesa dos citados. O espaço está aberto para manifestação.

Ao todo, policiais federais cumprem 19 mandados de busca e apreensão em Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e na capital fluminense. A Justiça também determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão das atividades econômicas de empresas ligadas aos investigados.

Presidente do União Brasil no Estado do Rio de Janeiro, Márcio Canella foi prefeito de Belford Roxo de janeiro de 2025 a abril de 2026. Ele renunciou ao cargo para disputar uma vaga no Senado nas eleições deste ano. A ex-vereadora Rogéria Bolsonaro (PL-RJ), mãe do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), foi anunciada como primeira suplente na chapa de Canella.

De acordo com a PF, os alvos da sexta fase da Operação Unha e Carne poderão responder pelos crimes de organização criminosa, contratação direta ilegal, lavagem de dinheiro e outros delitos que vierem a ser identificados ao longo da investigação.

Pastor, deputado e desembargador na prisão; as fases anteriores da Unha e Carne

As cinco fases anteriores da Operação Unha e Carne foram deflagradas entre dezembro de 2025 e julho deste ano.

Na primeira etapa, a PF colocou na mira Rodrigo Bacellar, suspeito de repassar informações sigilosas da Operação Zargun ao ex-deputado TH Joias, apontado como articulador político e comprador de armas para o Comando Vermelho.

Na segunda fase, a investigação passou a apurar a origem dos supostos vazamentos. O desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), foi preso preventivamente sob suspeita de repassar informações sigilosas a Bacellar.

A terceira etapa foi deflagrada após a cassação do mandato de Bacellar pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O ex-presidente da Alerj voltou a ser preso por determinação do ministro Alexandre de Moraes, após denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Na quarta fase, em maio, a Polícia Federal desarticulou um esquema de fraudes em contratos da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro. Na ocasião, foram cumpridos sete mandados de prisão e 23 de busca e apreensão.

Na quinta fase da operação, deflagrada no último dia 2, os mandados de prisão preventiva tiveram como alvos o pastor evangélico Márcio Poncio, pai da deputada estadual Sarah Poncio (Solidariedade-RJ), o contraventor Adilsinho e o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar. Adilsinho e Bacellar já estão presos.

O ex-deputado federal Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral, foi alvo de mandado de busca e apreensão.

A Operação Unha e Carne integra as investigações determinadas pelo STF no âmbito da ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas. No julgamento, a Corte determinou que a Polícia Federal apure a atuação das facções em atividade no Rio de Janeiro e suas conexões com agentes públicos.

Estadão
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