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Relatório do MPF sugere que lhamas apreendidas no Acre sejam abatidas

Animais foram encaminhados para abrigo no interior do Estado e estão sob cuidados de uma ONG

3 jul 2026 - 17h16
(atualizado às 17h37)
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Lhamas e alpacas estão em abrigo no interior do Acre
Lhamas e alpacas estão em abrigo no interior do Acre
Foto: Reprodução/Instagram/patinhacarente

O Ministério Público Federal (MPF) sugeriu o abate de 30 lhamas e alpacas apreendidas no Acre, no dia 20 de maio, em um posto de fiscalização. Atualmente, os animais estão sob os cuidados da ONG Patinha Carente, na zona rural do município de Porto Acre.

Inicialmente, o MPF avaliou a possibilidade de devolver os animais ao proprietário, o empresário Wellington Vieira de Araújo. No entanto, após uma nota técnica emitida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), o órgão considerou uma série de fatores para decidir o destino dos animais, que ainda aguarda um parecer judicial.

Entre os pontos considerados pelo MPF estão a falta de documentação zoossanitária, a importação irregular e a rastreabilidade. Além disso, as lhamas e alpacas são suscetíveis à febre aftosa, o que representa risco ao rebanho brasileiro.

"Em face da robusta manifestação técnica do Ministério da Agricultura e Pecuária, que informa que a manutenção dos animais sem origem comprovada e sem histórico sanitário configura situação de elevado risco sanitário, com potencial de impacto não apenas estadual, mas nacional, e ante a inviabilidade de medidas alternativas, o MPF manifesta-se favoravelmente à recomendação de eliminação sanitária dos animais apreendidos, na forma tecnicamente mais adequada", diz um trecho do relatório.

Lhamas e alpacas foram apreendidas em estrada no Acre
Lhamas e alpacas foram apreendidas em estrada no Acre
Foto: Junior Andrade/Rede Amazônica

Ao menos 43 lhamas e alpacas foram apreendidas em um posto de fiscalização na BR-364, a 115 km da capital, Rio Branco, no dia 20 de maio. Os animais estavam sendo transportados de forma ilegal e tinham como destino o município de Alvorada do Oeste, em Rondônia. 

O empresário afirmou em entrevista à Rede Amazônica, no dia 25 de maio, alegou que os animais apreendidos estão legalizados e que eles seriam vendidos a uma pessoa em Rondônia. Desde a apreensão, 13 animais morreram. A suspeita é de que o clima do local tenha influenciado na saúde dos animais.

Nas redes sociais, a proprietária da ONG Patinha Carente, a advogada Vanessa Facundes, compartilhou o resgate das lhamas e das alpacas.

"Assumimos essa responsabilidade para evitar que fossem diretamente para o abate, dando a elas a chance de retornarem ao seu país de origem. Elas estão protegidas, cuidadas, em quarentena e recebendo muito amor", afirmou. 

Os animais chegaram a receber uma doação do cônsul do Peru no Acre. Vídeos compartilhados pela ONG mostram os animais se alimentando e recebendo cuidados após o resgate. 

Fonte: Portal Terra
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