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PF diz que sete empreiteiras são alvo da Operação Lava Jato

Empresas, cujos nomes não foram divulgados, possuem contratos de R$ 59 bilhões com a Petrobras

14 nov 2014
12h13
atualizado às 12h22
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<p>Informações foram reveladas pelo delegado Igor Romário de Paula em entrevista coletiva em Curitiba</p>
Informações foram reveladas pelo delegado Igor Romário de Paula em entrevista coletiva em Curitiba
Foto: Roger Pereira / Especial para Terra

A Polícia Federal confirmou que sete empreiteiras foram alvo da sétima fase da operação Lava Jato, deflagrada nesta sexta-feira no Paraná, Distrito Federal, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo. As empresas possuem contratos de R$ 59 bilhões com a Petrobras. Os vínculos estão sendo investigados pela PF, Ministério Público Federal e Receita Federal. As informações foram reveladas pelo delegado Igor Romário de Paula, delegado regional de combate ao crime organizado da PF, durante entrevista coletiva em Curitiba (PR). 

De acordo com ele, os nomes das empreiteiras não serão confirmados no momento porque a autoridade judicial determinou sigilo durante o cumprimento desta fase da operação. Após a conclusão dos trabalhos, será possível acesso aos nomes.

Até o momento, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva, 14 de prisões temporárias e seis de condução coercitiva. O delegado confirmou a prisão temporária do ex-diretor da Petrobras, Renato Duque. Além disto, um dos mandados de prisão temporária é para Fernando Baiano, que seria um dos operadores do esquema. Em Curitiba, a polícia tenta encontrar um empresário que tem contratos com as refinarias Repar (Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba) e Abreu e Lima. Igor afirmou que as prisões preventivas foram decretadas para evitar a saída de suspeitos ao exterior e em função das provas já recolhidas durante a investigação. Um dos suspeitos já se encontra fora do país.

Os mandados de prisão tiveram foco nos executivos que participaram na celebração de contatos e agentes secundários do esquema, que inclusive auxiliavam no transporte de valores para doleiros e lavagem de ativos. "A prova de que eles já estavam aguardando acontecer foi o cumprimento de mandados em cidades fora da origem destes executivos e empresários. Alguns dormiam em hotéis ou foram várias vezes ao exterior", afirmou Igor, negando que ouve qualquer vazamento de informações sobre a deflagração da operação.

Nas sedes e escritórios das empreiteiras foram recolhidos documentos e mídias que podem contribuir na investigação. Esta fase da operação Lava Jato teve motivação em outros materiais recolhidos pela PF e analisados pela força-tarefa que investiga o caso. Não há ainda desdobramentos das informações reveladas em função dos acordos de delação premiada. "O material apreendido, quebras de sigilos e depoimentos deram material robusto sobre o envolvimento em cartel de licitações e desvios de recursos para corrupção de agentes públicos", comentou o delegado.

Os bloqueios de R$ 720 milhões, segundo Igor, têm referência a bloqueio de R$ 20 milhões por preso e ativos de três empresas relacionadas a Fernando Baiano. O montante deve ser confirmado no fim do dia, pois depende do número de mandados cumpridos. A PF promete um balanço sobre a operação até o início da noite.

Para o procurador da República Carlos Fernandes Santos de Lima, "é um dia republicano. Ministério Público Federal,Polícia Federal e Receita Federal estão aqui para dizer que não há rosto nem bolso. Todos são iguais e todos devem responder pelo que fizeram". De acordo com ele, o MPF deve oferecer mais denúncias sobre o caso até o recesso do Judiciário no fim do ano.

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Fonte: Especial para Terra
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