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Política

Médicos de Bolsonaro alertam para risco de morte após pneumonia mais grave

13 mar 2026 - 21h42
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Os médicos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmaram em coletiva de imprensa na noite desta sexta-feira, 13, que o quadro de broncopneumonia bacteriana bilateral é o mais grave que ele já enfrentou e que há risco potencialmente fatal.

"Uma pneumonia aspirativa pode evoluir para uma insuficiência respiratória e, se você não intervir, o paciente pode morrer", disse o médico Claudio Birolini. "No momento, a situação do ex-presidente Bolsonaro é estável, mas o risco de um evento potencialmente mortal surge nessas circunstâncias."

Esta é a terceira pneumonia enfrentada por Bolsonaro e a mais grave delas. "Foi uma pneumonia mais grave do que as duas que ele teve no ano passado", afirmou Birolini. O cardiologista Leandro Echenique reforçou que o risco persiste mesmo com o tratamento em curso. "Ele vai continuar nesse risco no futuro. Claro que as medidas preventivas são tomadas, algumas com mais dificuldades por conta do ambiente em que ele está, mas o risco permanece."

Os médicos apontaram o refluxo gastroesofágico como fator causador do quadro. "Nós já havíamos alertado nos relatórios do risco de pneumonia aspirativa pelas questões do refluxo. E, novamente, estamos aí tendo que lidar com essa situação, que é bastante crítica e que realmente põe em risco a vida do paciente", disse Birolini.

A equipe destacou ainda que a rapidez no deslocamento ao hospital foi decisiva para evitar a necessidade de intubação.

Não há prazo para alta da UTI nem para recuperação, estimada como "mais lenta" em razão da gravidade e das comorbidades. O tratamento com antibiótico deve durar entre sete e 14 dias.

"Com as comorbidades que ele tem, também são fatores agravantes. O fato de o tratamento ter sido rápido vai amenizando isso, mas nós não temos ainda um prazo determinado", disse Echenique.

Bolsonaro tem 70 anos e histórico de cirurgias desde a facada sofrida em 2018. Completa 71 anos no dia 21.

A internação ocorre dez dias após a Primeira Turma do STF confirmar, por maioria, a manutenção do ex-presidente na prisão. A defesa havia pedido transferência para prisão domiciliar sob o argumento de que a Papudinha não teria estrutura médica adequada.

O ministro Alexandre de Moraes rejeitou o pedido e apontou que Bolsonaro está na Papudinha porque tentou romper a tornozeleira eletrônica enquanto cumpria prisão domiciliar.

Conforme informou o Estadão, o boletim médico do DF Star confirmou broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa e registrou que Bolsonaro recebe antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo na UTI, após ser transferido da Papudinha, no Complexo Penitenciário da Papuda, onde está preso desde janeiro.

Estadão
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