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PF prende ex-diretor da Petrobras e bloqueia R$ 720 milhões

14 nov 2014
08h10
atualizado às 11h34
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A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira a sétima fase da Operação Lava Jato, que investiga organizações criminosas responsáveis por desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro em grandes quantias. De acordo com a PF, 300 policiais participam da ação, com apoio de 50 servidores da Receita Federal. Entre os detidos, está o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, membro do alto escalão da estatal. Ele foi preso em sua casa no Rio de Janeiro e conduzido para a superintendência da PF na capital fluminense.

<p>Policias recolheram documentos em empresas na capital paulista</p>
Policias recolheram documentos em empresas na capital paulista
Foto: Marcos Bezerra / Futura Press

São cumpridos 85 mandados judiciais: 6 de prisão preventiva, 21 de prisão temporária, 9 de condução coercitiva e 49 de busca e apreensão nos estados do Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, além do Distrito Federal. Entre os mandados de busca, 11 estão sendo cumpridos em grandes empresas. Os nomes não foram divulgados pela PF. A Justiça decretou ainda o bloqueio de aproximadamente R$ 720 milhões em bens pertencentes a 36 investigados.

Foi autorizado também o bloqueio integral de valores pertencentes a três empresas referentes a um dos operadores do esquema criminoso. A nova fase da operação ocorre após análise de material apreendido e depoimentos colhidos nas fases anteriores.

Os envolvidos responderão pelos crimes de organização criminosa, formação de cartel, corrupção, fraude à Lei de Licitações e lavagem de dinheiro. 

Pernambuco
Segundo a superintendência da PF em Pernambuco, duas equipes de policiais federais cumpriram um Mandado de Busca e Apreensão num apartamento de luxo no bairro de Boa Viagem, porém nada foi encontrado. Um empresário de 57 teve a prisão temporária decretada e foi encaminhado para o Aeroporto Internacional dos Guararapes com destino à São Paulo, de onde irá seguir ainda hoje para Curitiba (PR), onde as investigações são conduzidas. 

Construtoras
Entre as empresas investigadas está a Odebrecht, que confirmou a presença de agentes da Polícia Federal em sua sede, no Rio de Janeiro. Segundo a empresa, a Polícia Federal esteve hoje (14/11) no escritório da Odebrecht no Rio de Janeiro para cumprimento de mandado de busca e apreensão de documentos, expedido no âmbito das investigações sobre supostos crimes cometidos por ex-diretor da Petrobras. A equipe foi recebida na empresa e obteve todo o auxílio para obter acesso a qualquer documento ou informação buscada.

A Odebrecht reafirma que está inteiramente à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos sempre que necessário.

Operação Lava Jato
A primeira fase da  Operação Lava Jato foi deflagrada em março deste ano. Os grupos investigados registraram, segundo dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras/MF (COAF), operações financeiras atípicas num montante que supera os 10 bilhões de reais.

Local Mandados
São Paulo (Capital) 29 mandados de busca, 2 mandados de prisão preventiva, 15 mandados de prisão temporária e 9 conduções coercitivas 
Santos (SP) 1 mandado de busca e 1 mandado de prisão temporária
Jundiaí (SP) 1 mandado de busca e 1 mandado de prisão temporária
Rio de Janeiro 11 mandados de busca, 2 mandados de prisão preventiva e 4 mandados de prisão temporária
Recife (PE) 2 mandados de busca 
Belo Horizonte (MG) 2 mandados de busca
Brasília 1 mandado de busca e 1 mandado de prisão preventiva
Paraná 2 mandados de busca e 1 mandado de prisão preventiva (todos em Curitiba
 
Fonte: Terra
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