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Política

PF avança em investigação contra Braga Netto após suspeita de envolvimento de militares em contratos

Ex-ministro de Jair Bolsonaro disse que os contratos da intervenção seguiram trâmites legais

25 out 2023 - 15h39
(atualizado às 16h14)
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Braga Netto e Bolsonaro conversam durante cerimônia no Planalto.
Braga Netto e Bolsonaro conversam durante cerimônia no Planalto.
Foto: Gabriela Biló/ Estadão / Estadão

A Polícia Federal (PF) intensificou as investigações sobre a gestão de Braga Netto no Gabinete de Intervenção Federal no Rio de Janeiro, após investigadores identificarem o envolvimento de militares da reserva na intermediação de contratos milionários. As informações são da Folha de S.Paulo

Com base em informações obtidas pela PF, há suspeitas de irregularidades em contratos celebrados durante a administração de Braga Netto que vão além do caso da aquisição de coletes balísticos, que é o foco da Operação Perfídia, uma investigação que envolve o ex-ministro do governo de Jair Bolsonaro (PL). Os investigadores continuam a análise de contratações no valor de R$ 1,2 bilhão, e cruzam dados com informações das quebras de sigilo e materiais apreendidos na operação.

Até o momento, já foram encontrados indícios de irregularidades em contratos de R$ 17,5 milhões para aquisição de blindados que não foram utilizados pela intervenção e permaneceram em posse do Exército. A expectativa é que um novo inquérito seja aberto para investigar o caso. Essas investigações podem aumentar a pressão sobre a possível candidatura de Braga Netto à Prefeitura do Rio pelo PL. 

Braga Netto, por sua vez, disse que os contratos da intervenção seguiram trâmites legais.

Nomeado interventor no Rio

Braga Netto foi designado como interventor pelo ex-presidente Michel Temer (MDB). Posteriormente, assumiu o cargo de ministro no governo de Jair Bolsonaro e foi vice na chapa de reeleição do ex-presidente.

Durante o período de  intervenção, os militares compraram 16 blindados Lince K2 de uma empresa ligada ao Ministério da Defesa da Itália. Eles nunca foram utilizados pelas forças de segurança do Rio e acabaram enviados para o Exército após a compra. 

A PF apura se houve desvio de finalidade na contratação desses blindados, uma vez que a verba de R$ 1,2 bilhão tinha como objetivo melhorar a segurança do Rio, e não equipar as Forças Armadas.

Fonte: Redação Terra
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