Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Política

Paulinho da Força é autorizado por Moraes a visitar Collor em prisão domiciliar

Deputado do Solidariedade teve pedido autorizado pelo STF para encontro com o ex-presidente, condenado na Lava Jato

2 jan 2026 - 18h08
Compartilhar
Exibir comentários

O deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP) vai visitar o ex-presidente Fernando Collor de Mello na próxima segunda-feira, 5, em Maceió (AL), onde ele cumpre pena de oito anos e dez meses de prisão, em regime domiciliar. A visita foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes em decisão assinada nesta sexta-feira, 2.

O encontro está marcado para ocorrer entre 10h e 18h. O pedido de autorização foi protocolado pelo parlamentar em 31 de dezembro, às vésperas do Ano Novo, e também levou a assinatura do vice-presidente nacional do Solidariedade, Felipe Antonio do Espírito Santo.

O ex-presidente Fernando Collor cumpre prisão domiciliar em Maceió (AL) por condenação no âmbito da Operação Lava Jato.
O ex-presidente Fernando Collor cumpre prisão domiciliar em Maceió (AL) por condenação no âmbito da Operação Lava Jato.
Foto: Roque de Sá/Agência Senado / Estadão

Na solicitação enviada ao Supremo, Paulinho da Força afirmou que a visita tem caráter "institucional e humanitário". Ele também se comprometeu a não registrar imagens, vídeos ou áudios do encontro e a não divulgar qualquer conteúdo da visita por nenhum meio.

Collor está preso em regime domiciliar desde 1º de maio de 2025. A determinação de Moraes levou em consideração a idade e os problemas de saúde do ex-presidente.

Collor foi preso para cumprir a condenação de oito anos e seis meses em um processo da Operação Lava Jato. O ex-presidente foi considerado culpado pelo recebimento de R$ 20 milhões em propinas da UTC Engenharia em troca do direcionamento de contratos de BR Distribuidora.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o ex-presidente usou a influência política para nomear aliados a diretorias estratégicas da BR entre 2010 e 2014, quando era senador. O objetivo seria viabilizar o esquema de direcionamento de contratos em troca de "comissões" supostamente pagas pela UTC.

A denúncia foi assinada em 18 de agosto de 2015, pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e foi ampliada em março de 2016. Conforme a PGR, a organização criminosa relacionada à BR Distribuidora atuava voltada principalmente ao desvio de recursos públicos em proveito particular, à corrupção de agentes públicos e à lavagem de dinheiro.

A PGR concluiu que Collor adquiriu veículos de luxo para lavar o dinheiro obtido a partir dos crimes de corrupção. Em julho de 2015, na Operação Politeia, foram apreendidos os carros na Casa da Dinda, residência de Collor em Brasília.

Estadão
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade