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Política

Pablo Marçal lança curso com Renato Cariani, influenciador réu por tráfico de drogas

Pré-candidato à Prefeitura de São Paulo e influencer fitness lançam evento com foco em autoajuda na noite desta terça-feira, 25

25 jun 2024 - 18h58
(atualizado em 27/6/2024 às 19h01)
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Pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, o empresário Pablo Marçal (PRTB) lançou na noite desta terça-feira, 25, um curso de autoajuda com o influenciador fitness Renato Cariani, réu em uma ação penal por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.

Pablo Marçal, pré-candidato a prefeito de São Paulo
Pablo Marçal, pré-candidato a prefeito de São Paulo
Foto: Reprodução/Instagram via @pablomarcal1 / Estadão

A dupla de influenciadores lançou o evento "Super Humano" em um auditório em Alphaville, área nobre de Barueri, na Grande São Paulo. A formação vai ocorrer entre 25 de junho e 1º de julho. O curso busca ensinar como "atingir a plenitude no corpo, na alma e no espírito para prosperar em todas as áreas da vida". O ingresso custa R$ 297,00.

Pablo Marçal, pré-candidato a prefeito de São Paulo
Pablo Marçal, pré-candidato a prefeito de São Paulo
Foto: Reprodução/Instagram via @pablomarcal1 / Estadão

O pré-candidato do PRTB está seguindo um programa de emagrecimento elaborado por Cariani. Faz ao menos dois meses que Marçal tem compartilhado sua rotina de treino nas redes sociais.

Cariani é acusado de participar de um suposto esquema de desvio de produtos químicos para fabricação de drogas. No início deste ano, a Justiça de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público (MP) contra o influenciador fitness. Outras quatro pessoas também vão responder ao processo. Na época, Cariani afirmou nas redes sociais que é inocente.

Segundo o MP, empresas em Diadema emitiram notas fiscais fraudulentas para simular a venda de produtos químicos a grandes farmacêuticas. Porém, substâncias como acetona, éter etílico e acetato de etila eram desviadas para traficantes, usados no refino e adulteração de cocaína e crack. Entre as empresas investigadas está uma de propriedade de Cariani.

O MP identificou 60 transações fraudulentas, totalizando cerca de 12 toneladas de produtos químicos destinados ao tráfico. Segundo a denúncia, Cariani e outros réus dissimularam valores provenientes do tráfico de drogas por meio de depósitos em espécie feitos por terceiros, os convertendo em ativos lícitos.

Como mostrou o Estadão, as autoridades estimam que a empresa do influenciador teria lucrado ao menos R$ 3,7 milhões com a venda de produtos químicos para a produção de cocaína e crack. Segundo a investigação, as drogas abasteciam uma rede de facções criminosas, incluindo o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Após a publicação desta reportagem, Cariani divulgou uma nota por meio de sua assessoria. Leia a íntegra: “Estamos falando de três assuntos sem nenhuma conexão: uma empresa, minha atividade pessoal e a candidatura política de um outro influenciador. A empresa da qual sou sócio, que tem reputação ilibada no mercado há mais de 40 anos, foi alvo de uma armação de golpistas. Eu e minha sócia somos vítimas, e isso já está sendo comprovado na Justiça. Não tenho qualquer condenação judicial. Além disso, as minhas atividades pessoais como influenciador provam que repudio qualquer tipo de droga e sou adepto de uma vida saudável – e milhões de seguidores testemunham isso todos os dias. Entre tantos adeptos de mudança de hábito de vida, está o meu amigo e também influenciador Pablo Marçal. Fazemos interações nas redes sociais há mais de dois meses, quando nem candidatura existia, para aprimorar o condicionamento físico dele. O quadro termina na semana que vem. Lamento que um problema com a empresa da qual sou sócio seja usado para atingir politicamente um influenciador com quem faço parceria de conteúdo. Não há nenhuma mensagem política nos vídeos, não vou apoiar nenhum candidato e não tenho vínculo político-partidário. Um dos meus advogados é José Eduardo Cardozo, ex-ministro de Dilma Rousseff e ex-deputado federal pelo PT (partido da coligação do pré-candidato Guilherme Boulos); e já tive parceria com a atual gestão, do também pré-candidato Ricardo Nunes.”

Estadão
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