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Política

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Número 2 da Abin, Marco Cepik, pede exoneração do cargo no governo Lula

A saída dele foi motivada por razões pessoais, segundo a agência; no cargo, ele apontou a existência de uma Abin paralela no governo Bolsonaro

10 mar 2025 - 18h16
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O diretor-adjunto da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Marco Cepik, pediu exoneração do cargo. O pedido foi anunciado nesta segunda-feira, 10. Ele será sucedido pelo atual secretário de Planejamento e Gestão da agência, Rodrigo de Aquino.

A transição entre os dois ocupantes da função, que é o cargo "número 2" da agência, deve ocorrer durante o mês de março. A exoneração de Cepik ocorre por motivos pessoais relacionados à atividade de pesquisa dele, que é professor titular do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB).

Marco Cepik afirmou que todas as descobertas feitas pela Polícia Federal (PF) apontam que havia uma “Abin paralela” durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro
Marco Cepik afirmou que todas as descobertas feitas pela Polícia Federal (PF) apontam que havia uma “Abin paralela” durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro
Foto: Divulgação/Abin / Estadão

Cepik atuou como diretor da Escola de Inteligência (Esint) da Abin entre 2023 e 2024 e, desde então, vinha exercendo o cargo de diretor-adjunto. O professor universitário informou que pretende dar continuidade a projetos acadêmicos e colocou-se à disposição para continuar contribuindo como professor universitário e pesquisador.

Doutor em Ciência Política, ele é um dos maiores pesquisadores do País nas áreas de inteligência de Estado e governança digital. É autor de 12 livros, dentre eles "Espionagem e democracia", publicado em 2003.

Cepik foi nomeado diretor-adjunto após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) demitir Alessandro Moretti, que era ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

No início do ano passado, ele afirmou que as descobertas feitas pela Polícia Federal (PF) apontam que havia uma "Abin paralela" durante o governo Bolsonaro, com o objetivo de monitorar adversários e atuar por interesses políticos e pessoais do ex-presidente e de seus filhos.

Seu sucessor, o oficial de Inteligência Rodrigo de Aquino, ocupa a função de secretário de Planejamento e Gestão desde novembro de 2023.

Anteriormente, ele desempenhou funções técnicas e de direção e assessoramento em unidades da Abin, com destaque para a de oficial de Ligação para o Joint Interagency Task Force South (JATFS), do Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos, e de diretor dos departamentos de Contraterrorismo e Ilícitos Transnacionais e de Inteligência Estratégica.

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