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Mourão cutuca Carlos Bolsonaro e defende pontes com Maia

Presidente da República em exercício afirmou que as redes sociais não traduzem a opinião do governo

22 mar 2019
13h33
atualizado às 13h50
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O presidente da República em exercício, Hamilton Mourão, afirmou nesta sexta-feira que as redes sociais não traduzem a opinião do governo, em referência a declarações recentes de Carlos Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, que provocaram mal-estar com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Mourão defendeu que sejam criadas pontes com o deputado.

Presidente em exercício Hamilton Mourão
25/02/2019
REUTERS/Luisa Gonzalez
Presidente em exercício Hamilton Mourão 25/02/2019 REUTERS/Luisa Gonzalez
Foto: Reuters

Até então principal articulador da reforma da Previdência, Maia já vinha mostrando descontentamento ao cobrar a articulação do governo com alguns alertas. Mas a temperatura subiu exponencialmente a partir de quarta-feira (20), quando claramente irritado o presidente da Câmara teceu duras críticas a um dos superministros do governo, Sérgio Moro, da Justiça e Segurança Pública - um "funcionário" de Bolsonaro, nas palavras do deputado.

"Se por acaso o presidente Rodrigo ficou incomodado com isso, compete a nós do governo lançarmos aí as pontes e conversarmos com ele", disse Mourão, que exerce a Presidência da República em função da viagem de Bolsonaro ao Chile.

"Rede social não tem nada a ver com a opinião que todos nós membros do governo, do Executivo, temos sobre ele como presidente de uma das Casas do Legislativo", afirmou o presidente em exercício à rádio Gaúcha. "Eu considero particularmente o deputado Rodrigo Maia um apoiador incondicional das principais ideias que nós temos e conto, assim como todos nós do governo, com o apoio dele."

A polêmica com Carlos Bolsonaro

Em uma publicação no Twitter na quinta-feira, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), retuitou trecho de nota divulgada por Moro na véspera, em resposta a Maia, que reclamava de interferência e avisava que o projeto anticrime do ministro seria votado no momento "oportuno" na Casa.

"Se a gente for dar bola pra rede social, a gente não faz outra coisa", disse Mourão nesta sexta. "Eu acho que nós temos que ter foco, nos concentrar no nosso trabalho, buscar ter a resiliência necessária para implementar as reformas que o país precisa e olhar menos para essa questão da rede social."

Apesar da irritação dos últimos, dias, Maia fez questão de renovar seu apoio à reforma nesta sexta. Em resposta a um tuite da deputada estadual paulista Janaina Paschoal (PSL), o presidente da Câmara afirmou, também, no Twitter, que "nunca vou deixar de defender a reforma da Previdência".

Mourão reconheceu que esses "ruídos" causam "estranhamento", mas afirmou que integrantes do "primeiro escalão", como ele e o ministro da Economia, Paulo Guedes, têm procurado manter "uma posição bem equilibrada" sobre a reforma da Previdência.

"E nós consideramos que a gente tem que ter a perseverança necessária, e a paciência para levar esse assunto e convencer o conjunto não só da população, como do Parlamento da necessidade dessa reforma."

Para Mourão, no entanto, é "muito importante" que o projeto de segurança pública de Moro seja aprovado, apesar do que chamou de "alguma dificuldade" para avançar.

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