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Moro evita polemizar política de 'abate' de Witzel no Rio

Moro, após sorrir para Witzel, respondeu: "Não parece que a proposta seja essa, mas nem existe lei com esse nome."

23 nov 2018
13h51
atualizado às 14h02
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O futuro ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, afirmou nesta sexta-feira, 23, que "não parece" que a proposta do governador eleito do Rio, Wilson Witzel, seja matar suspeitos de crimes sem o devido processo legal. Durante a campanha, Witzel defendeu a morte de pessoas que portem fuzis pelas forças policiais.

Moro chegou nesta sexta para um evento no Rio, ao lado de Witzel. Questionado por um jornalista sobre sua opinião sobre a proposta de se criar uma "lei do abate", permitindo aos policiais matarem bandidos sem o devido processo legal, Moro, após sorrir para Witzel, respondeu: "Não parece que a proposta seja essa, mas nem existe lei com esse nome."

O futuro ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, durante almoço organizado pela Associação de ex-alunos de Harvard Law School, em comemoração aos 200 anos do curso de Direito da instituição, no salão nobre da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, nesta sexta-feira, 23. Moro foi homenageado durante o evento.
O futuro ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, durante almoço organizado pela Associação de ex-alunos de Harvard Law School, em comemoração aos 200 anos do curso de Direito da instituição, no salão nobre da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, nesta sexta-feira, 23. Moro foi homenageado durante o evento.
Foto: Wilton Junior / Estadão

Depois de eleito, Witzel reafirmou as promessas feitas durante a campanha em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.

"Se for um ato em confronto, em que o policial está acobertado por uma excludente de ilicitude, não é homicídio, é morte em combate", disse Witzel, eximindo-se de eventual responsabilidade caso um desses atirador seja processado por homicídio. "Não vai cair no meu colo nada. Vai cair no colo do Estado. O Estado tem de entender que tipo de segurança pública quer."

Estadão

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