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Política

Moraes autoriza ida de Bolsonaro a hospital para fazer exames

Defesa alega que ex-presidente sofreu uma queda na cela em que está preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília

7 jan 2026 - 10h08
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RIO - O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a realizar exames médicos no Hospital DF Star, em Brasília, nesta quarta-feira, 7.

A decisão de Moraes atende a um pedido da defesa do ex-presidente após Bolsonaro sofrer uma queda em sua cela na Superintendência da Polícia Federal, com impacto craniano e suspeita de traumatismo.

Na foto, o ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro que está preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. 
Na foto, o ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro que está preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
Foto: Wilton Junior/Estadão - 29/11/2025 / Estadão

Segundo os advogados, a situação, diante do histórico clínico recente do ex-presidente, representaria risco concreto e imediato à sua saúde. A ida ao hospital, afirmam, teria como objetivo preservar sua integridade física e evitar eventual agravamento irreversível do quadro.

No despacho, o ministro diz que o transporte e segurança de Bolsonaro "deverão ser realizados pela Polícia Federal de maneira discreta e o desembarque deverá ser feito nas garagens do hospital".

"A Polícia Federal deverá, previamente, entrar em contato com o Diretor do Hospital DF Star, Dr. Allison Bruno Barcelos Borges, para combinar os termos e condições da realização dos exames. A Polícia Federal deverá providenciar a completa vigilância e segurança do custodiado durante a realização dos exames e o posterior retorno à Superintendência da Polícia Federal", diz Moraes.

Bolsonaro ficou internado no Hospital DF Star, em Brasília, da véspera de Natal até o ano novo. Ele teve de Moraes para passar por sua oitava cirurgia desde 2018, quando sofreu um atentado a faca durante a campanha eleitoral. A intervenção teve como objetivo tratar uma hérnia inguinal.

O ex-presidente também passou por três procedimentos no nervo frênico em um intervalo de quatro dias, com o objetivo de amenizar crises recorrentes de soluços.

Estadão
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