Moraes autoriza 'grupo de oração' para Bolsonaro em prisão domiciliar
Para entrarem e saírem da residência de Bolsonaro, as visitas deverão passar por revista no interior e porta-malas de seus carros
Moraes autorizou a ida de 16 pessoas à casa de Bolsonaro, em prisão domiciliar, para reunião de grupo de oração organizado por Michelle Bolsonaro, destacando a garantia constitucional de assistência religiosa.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou, nesta terça-feira, 23, a ida de 16 pessoas à casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar, para uma reunião de grupo de oração. O encontro acontecerá nesta quarta, 24.
Receba as principais notícias direto no WhatsApp! Inscreva-se no canal do Terra
Esta é a segunda semana seguida que o grupo tem a liberação do magistrado para o encontro, organizado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Na decisão desta terça, Moraes escreveu que, conforme já havia destacado, "a Constituição Federal prevê a assistência religiosa" a presos e internados.
"O 'Grupo de Orações', entretanto, não pode ser utilizado com desvio de finalidade, acrescentando diversas e distintas pessoas como integrantes somente para a realização de visitas não especificamente requeridas", acrescentou o ministro.
As 16 pessoas listadas na autorização são:
- Aialla Rafaella Pedreira Oliveira Trapiá;
- Carla Mirella da Costa Cavalcante;
- Claudir Machado;
- Dirce Dias de Andrade Carvalho;
- Elisabete Machado;
- Ezenete Alexandrina Pereira Rodrigues;
- Isa Emanuella Oliveira de Oliveira;
- João Batista Araújo Carvalho Lima;
- Lysa Evellyn Oliveira de Oliveira;
- Marcio Roberto Trapiá de Oliveira;
- Nídia Regina Limeira de Sá;
- Raine dos Santos;
- Renata Foizer Silva Manzoni;
- Thiago de Araújo Macieira Manzon;
- Vânia Lúcia Ribeiro Rocha;
- Rebeca Ribeiro Rocha.
Para entrarem e saírem da residência de Bolsonaro, as visitas deverão passar por revista no interior e porta-malas de seus carros.
O ex-presidente está em prisão domiciliar desde 5 de agosto, por ter descumprido medidas cautelares no inquérito que apura conduta dele e de seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), e investiga crimes como coação no curso do processo, obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
-1hrgfv9jcvebb.jpg)