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Política

Momentos icônicos da política são reproduzidos em estilo Studio Ghibli criado pelo ChatGPT; veja

Impeachment de Dilma e embates de Bolsonaro estão entre as animações criadas por inteligência artificial a partir de fotos dos episódios

2 abr 2025 - 11h58
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Após uma atualização do ChatGPT lançada na última semana permitir que os usuários transformem qualquer foto numa réplica do Studio Ghibli, renomado estúdio de animação japonês, imagens que marcaram a política brasileira também ganharam versões no estilo do cineasta Hayao Miyazaki, criador do estúdio.

O momento em que Eduardo Cunha, então presidente da Câmara, aceitou o pedido de impeachment contra Dilma Rousseff (PT), em 2015, e a ocasião em que o então deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) cuspiu na direção de Jair Bolsonaro (PL), durante a votação da perda do mandato da presidente, são algumas das fotos que viraram desenho.

Outra imagem produzida por usuários do X (antigo Twitter) foi da prisão de José Dirceu, ex-ministro do PT acusado por crime de corrupção em agosto de 2015 no bojo da Operação Lava Jato. Quem o conduziu, na época, foi o policial federal Newton Ishii, que ficou conhecido pela alcunha de "Japonês da Federal".

O momento em que Bolsonaro, então presidente da República, apontou o dedo para seu então ministro da Justiça Sérgio Moro, que estava de cabeça baixa, em outubro de 2019, foi outro registro que virou animação por inteligência artificial.

A foto ilustrou os momentos de tensão vividos pelos dois nos meses seguintes e que culminou na saída de Moro do governo em abril de 2020, após o ex-juiz acusar Bolsonaro de tentar interferir politicamente no comando da Polícia Federal para obter acesso a informações sigilosas e relatórios de inteligência.

O então presidente da República, Jair Bolsonaro, acompanhado dos seus ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, na cerimônia de hasteamento da bandeira nacional realizada em frente ao Palácio da Alvorada, em Brasília, em outubro de 2019.
O então presidente da República, Jair Bolsonaro, acompanhado dos seus ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, na cerimônia de hasteamento da bandeira nacional realizada em frente ao Palácio da Alvorada, em Brasília, em outubro de 2019.
Foto: Gabriela Biló/Estadão / Estadão

Outro clique que marcou o momento do impeachment de Dilma foi feita pelo fotógrafo do Estadão Wilton Júnior. Apesar de a fotografia ter sido feita em 2011, ela foi amplamente repercutida em um momento delicado do governo Dilma, em 2015, em que o então PMDB, principal aliado, estava em conflito com o PT, partido da presidente, em disputa por espaço e troca da acusações que envolviam ministros dos dois partidos. A foto recebeu o Prêmio Internacional de Jornalismo Rei de Espanha em 2012.

Dilma Rousseff, então presidente da República, em 2011
Dilma Rousseff, então presidente da República, em 2011
Foto: Wilton Júnior/Estadão / Estadão

Também virou animação a foto registrada em 2003 pelo fotógrafo Joedson Alves para o Estadão, durante a transmissão de cargo de Fernando Henrique Cardoso para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no primeiro mandato do petista. A imagem mostra a mesma faixa recebida pelo atual presidente na posse do terceiro mandato, em 2023.

Um episódio mais recente, que não foi captado em foto, mas sim em vídeo, gravado pelo próprio governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), também foi transformado em desenho pela IA. Na imagem, o governador mineiro apareceu comendo uma banana com casca, "para economizar". A atitude ocorreu em protesto à alta do preço dos alimentos, em fevereiro, pauta levantada sobretudo pela oposição ao governo Lula.

A ocasião em que Bolsonaro disse que "não estupraria" Maria do Rosário (PT-RS) porque a colega "não merece" e "é feia", apontado como o momento em que o então ofuscado parlamentar ganhou projeção nacional entre o público conservador foi outro reproduzido e publicado por usuários do X (antigo Twitter).

Há ainda casos mais recentes, como o que o então candidato à Prefeitura de São Paulo Datena (PSDB) acertou o adversário, Pablo Marçal (PRTB) com uma cadeirada durante um debate político, e em que Carla Zambelli (PL-SP) perseguiu, armada, um homem na véspera da eleição de 2022.

O julgamento que decidirá se a deputada federal perde o mandato está suspenso no Supremo Tribunal Federal (STF) por um pedido de vista, mas os ministros já formaram maioria pela condenação dela. Bolsonaro culpou o episódio pela derrota nas urnas naquele ano.

Polêmica envolvendo direitos autorais

Comentários antigos de Miyazaki sobre animação produzidas por IA foram resgatados, enquanto o diretor do estúdio não se pronunciou oficialmente. Em 2016, o animador foi apresentado a demonstrações de IA, e se disse "completamente enojado" pela exibição. "Eu sinto fortemente que isso é um insulto à própria vida", acrescentou o artista, conhecido por seus desenhos feitos à mão.

Para especialistas, proteção do "estilo" é muito ampla, mas caso pode ser violação de direitos autorais.

Estadão
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