Michelle critica revista de veículos em busca de Bolsonaro: 'Na frente de um fusca cabe um homem de 1,85 m?'
Crítica à determinação de Moraes acontece em meio ao julgamento no STF do ex-presidente e outros sete réus por trama golpista
Michelle Bolsonaro criticou nas redes sociais as buscas em veículos na casa de Jair Bolsonaro, enquanto o STF julga o ex-presidente e outros réus por trama golpista, com penas que podem superar 40 anos.
Em meio ao julgamento da trama golpista, Michelle Bolsonaro, esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), criticou nas redes sociais a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de vistoriar todos os veículos que saíssem da residência do ex-presidente, em Brasília.
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"Vocês acham que, na frente de um fusca --onde fica o estepe-- cabe um homem de 1,85 m? Pois bem. Hoje meu fusquinha foi para a oficina e tivemos que abrir a frente só para conferir se o Jair não estava escondido lá", escreveu a ex-primeira-dama em uma publicação no Instagram na terça-feira, 9.
"Do jeito que andam as coisas, daqui a pouco pedem até para abrir o porta-luvas. Vai que né?!", acrescentou Michelle.
No dia 30 de agosto, Moraes determinou novas restrições referentes à prisão domiciliar de Bolsonaro:
- A Polícia Penal do Distrito Federal passou a realizar monitoramento presencial também na área externa da residência do ex-presidente; e
- Foram autorizadas as vistorias em todos os veículos que saírem da casa de Bolsonaro. As vistorias devem ser devidamente documentadas, com a indicação dos veículos, motoristas e passageiros.
Jair Bolsonaro é réu na ação penal que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. O ex-chefe do Executivo pode ser condenado a mais de quatro décadas de prisão caso sejam aplicadas as penas máximas pelos ministros da Primeira Turma do STF dos crimes listados pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
A PGR pede a condenação de Bolsonaro por organização criminosa armada, abolição do Estado de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. A soma das penas máximas chega a 43 anos, considerando a dosimetria base de cada crime correspondente. Já se forem consideradas as penas mínimas, a soma chega a 12 anos e seis meses.