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Política

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Mendonça vota para manter proibição de posts com fake news sobre Nossa Senhora Aparecida; acompanhe

Análise do caso ocorre no plenário virtual do TSE; ministros tem até 23h59 para incluírem seus votos no sistema

30 set 2026 - 10h44
(atualizado às 11h02)
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Resumo
O ministro André Mendonça votou no plenário virtual do TSE pela manutenção da proibição de posts com a notícia falsa de que Flávio Bolsonaro destituiria Nossa Senhora Aparecida de padroeira do Brasil. O julgamento ocorre após um impasse jurídico envolvendo liminares entre ministros do STF e da Corte Eleitoral. Para conter a controvérsia, o presidente do TSE, Nunes Marques, pautou o caso no sistema virtual, onde os demais magistrados devem registrar seus votos até o fim do dia sem debate público.

BRASÍLIA - O ministro André Mendonça votou nesta quarta-feira, 30, pela manutenção da proibição de postagens com a notícia falsa de que Flávio Bolsonaro (PL) iria destituir Nossa Senhora Aparecida do posto de padroeira do Brasil se fosse eleito presidente da República. Como relator do processo, ele registrou o primeiro voto no plenário virtual do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O prazo para os ministros se manifestarem no sistema termina às 23h59.

O plenário virtual do TSE julga processo sobre fake news atribuída a Flávio Bolsonaro
O plenário virtual do TSE julga processo sobre fake news atribuída a Flávio Bolsonaro
Foto: Dida Sampaio/Estadão / Estadão

O caso foi pautado pelo presidente da Corte Eleitoral, Kassio Nunes Marques, após a polêmica causada por uma guerra de liminares entre ministros do TSE e do Supremo Tribunal Federal (STF). Na sexta-feira, 25, Mendonça concedeu liminar no sentido de proibir as postagens com o conteúdo falso. No domingo, 27, Flávio Dino, que não integra o TSE, cassou a decisão.

No dia seguinte, Luiz Fux, que também é do Supremo, derrubou a decisão de Dino. O presidente do STF, Edson Fachin, preferiu não pautar no julgamento. Coube a Nunes Marques adotar essa medida no TSE. Ele preferiu o plenário virtual para não amplificar ainda mais a polêmica. Pelo sistema, os ministros apenas postam seus votos, sem a necessidade do debate público.

O plenário virtual deve registrar até o fim do dia os votos dos ministros Nunes Marques, Dias Toffoli, Estela Aranha, Floriano de Azevedo Marques, Villas Bôas Cueva e Sebastião Reis Junior.

Estadão
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