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Helicóptero é apreendido em SP em operação que mira recuperar mais de R$ 500 milhões de golpe da pirâmide financeira

Investigação do Ministério Público de SP aponta que mais de 2 mil pessoas foram vítimas de suposto esquema de investimentos em ouro

29 set 2026 - 14h49
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Helicóptero de mais de R$ 10 mi é apreendido em operação de recuperação patrimonial
Helicóptero de mais de R$ 10 mi é apreendido em operação de recuperação patrimonial
Foto: Reprodução/TV Globo

Uma megaoperação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) desarticulou nesta terça-feira, 29, um esquema de pirâmide financeira que teria movimentado cerca de R$ 500 milhões e lesado mais de 2 mil pessoas. Durante a ação, foi apreendido um helicóptero Robinson R66 avaliado em mais de R$ 10 milhões, além de veículos de luxo, ouro, armas e munições.

Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em endereços na capital paulista, em cidades da Grande São Paulo e no Rio de Janeiro.  

Batizada de Operação SANAKAY, a ação tem como objetivo recuperar valores supostamente obtidos por meio de golpes, estelionato, organização criminosa e lavagem de dinheiro 

Segundo o MP, os investigados teriam se associado para aplicar golpes por meio de uma falsa operação de investimentos em ouro. As vítimas eram atraídas pela promessa de altos rendimentos obtidos com a compra do minério e sua posterior revenda no mercado internacional.

De acordo com as investigações, os suspeitos pertenciam à mesma comunidade étnica das vítimas e receberam autorização interna para oferecer cotas do suposto investimento aos próprios integrantes. A estratégia teria permitido a formação de uma rede de investidores numerosa e relativamente fechada.

O MP afirma que os recursos não eram utilizados na compra e venda de ouro. Parte do dinheiro teria sido destinada à aquisição de bens de luxo, enquanto outra parcela permanecia aplicada para dar aparência de rentabilidade ao negócio e estimular a entrada de novos investidores.

Ainda segundo a investigação, algumas vítimas chegaram a vender bens pessoais para fazer os aportes. Quando integrantes da comunidade perceberam que o investimento seria fraudulento e passaram a exigir a devolução do dinheiro, os valores não teriam sido ressarcidos.

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Fonte: Portal Terra
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