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Marina, sobre concorrer ao Senado em SP: Estamos fazendo um esforço para concluir o trabalho

22 mai 2026 - 19h51
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A pré-candidata ao Senado por São Paulo e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), afirmou nesta sexta-feira, 22, que o campo progressista faz "um esforço" para definir a composição da chapa ao Senado no Estado. Marina disputa a indicação para a segunda vaga com o ex-ministro do Empreendedorismo Márcio França (PSB).

A indefinição tem provocado desgaste entre partidos da base da pré-campanha do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) ao Palácio dos Bandeirantes. O próprio petista admitiu incômodo com a demora, em coletiva na quinta-feira, 21, em Osasco (SP). "Gostaria que já estivesse resolvido", disse.

Após participar de painel no Fórum Esfera 2026, no Guarujá (SP), Marina disse que a federação PSOL-Rede defende presença também na chapa majoritária e afirmou que as conversas "já avançaram muito". Segundo ela, a expectativa é de definição até o fim deste mês ou, no máximo, no início de junho prazo semelhante ao indicado por Haddad.

"Nós estamos fazendo um esforço pra concluir o trabalho", disse Marina. "Estamos num processo ainda de discussão e esperamos que até o final desse mês, no máximo o início do mês que vem, a gente já tenha os encaminhamentos em relação à segunda vaga para o Senado."

A ex-ministra afirmou ainda que defendeu muito o nome da ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB) Teresa Vendramini (PDT), a Teka, para o cargo de vice de Haddad, mas disse que ela optou por contribuir com o programa de governo, sobretudo na área de agricultura. A definição da vaga, acrescentou, está sendo conduzida pelo petista em busca da melhor solução.

Ao longo da coletiva, Marina também criticou o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Ela apontar falhas nos indicadores do governo estadual em áreas como segurança pública, educação, meio ambiente e assistência social.

"Não se governa um estado como São Paulo apenas privatizando, fazendo concessões e cobrando pedágio", disse. "A privatização da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico de São Paulo) não resolveu um problema que já está posto há muito tempo."

Ela afirmou que a privatização da Sabesp não resolveu a crise hídrica em São Paulo, problema que, segundo ela, já provocou sofrimento à população em 2014, voltou a se agravar e tende a piorar com o El Niño deste ano.

Marina citou ainda feminicídios, violência contra mulheres e a população em situação de rua como exemplos de problemas que, em sua avaliação, devem ser considerados na análise das entregas da gestão. "Quando você vê os dados sobre feminicídio, violência contra as mulheres, o estado de São Paulo está liderando esse ranking", continuou.

A ex-ministra também celebrou o resultado da pesquisa Datafolha, divulgado mais cedo. Nela, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retomou a liderança numérica no segundo turno e ampliou a distância no primeiro. "As pessoas estão entrando em contato com a realidade dos fatos que está sendo trazido, estão sendo trazidos de forma tranquila, com investigação séria, assegurando o mais amplo direito de defesa, que é assim que deve acontecer numa democracia", afirmou.

*Os repórteres viajaram a convite do Esfera Brasil.

Estadão
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