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Política

Mais de 4 mil pessoas, 501 jornalistas e reforço na segurança: os números do julgamento de Bolsonaro no STF

Com atenção pública recorde e aparato de segurança ampliado, Supremo se prepara para julgar integrantes do núcleo crucial da trama golpista

31 ago 2025 - 04h59
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Resumo
O STF inicia em 2 de setembro o julgamento de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe, com ampla cobertura da imprensa, 4 mil envolvidos e esquema de segurança reforçado no entorno do tribunal.
Mauro Cid em interrogatório no plenário da Primeira Turma do STF
Mauro Cid em interrogatório no plenário da Primeira Turma do STF
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia na próxima terça-feira, 2, o julgamento da Ação Penal 2668, que apura a tentativa de golpe de Estado liderada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e integrantes de seu governo. Por trás dos holofotes, segundo a Corte, mais de 4 mil pessoas estarão envolvidas, incluindo 1.200 espectadores, 501 jornalistas credenciados e um amplo esquema de segurança reforçado com tropas especiais, cães farejadores e varreduras no entorno do tribunal.

Uma disputa por cadeiras

Só para acompanhar presencialmente as 8 sessões --a serem realizadas nos dias 2, 3, 9,10 e 12 de setembro--,  3.357 pessoas do público geral se inscreveram em um credenciamento aberto por apenas dois dias. Mas, apenas os 1.200 primeiros terão acesso ao STF, onde haverá 150 lugares disponíveis por sessão.

Além do público geral, a Corte também recebeu 501 pedidos de credenciamento de jornalistas de veículos nacionais e internacionais. Um número expressivo, que ultrapassa até mesmo grandes coberturas eleitorais recentes. A sala da Primeira Turma, onde ocorrerá o julgamento, terá 80 lugares para a imprensa, distribuídos por ordem de chegada.

O julgamento terá transmissão ao vivo pela TV Justiça, Rádio Justiça, pelo app TV Justiça+ e pelo YouTube do STF. Será possível ainda acompanhar todos os detalhes das sessões, incluindo os bastidores, no portal e nas plataformas do Terra.

Uma capital sob cerco

O STF montou uma operação de segurança de grande porte para os dias de sessão. A partir da segunda-feira, 1º, a Praça dos Três Poderes será totalmente fechada pela Polícia Militar do Distrito Federal, em uma medida preventiva que também leva em conta o feriado da Independência (7 de setembro), historicamente tensionado pelo bolsonarismo.

No entorno da Corte, haverá atuação da tropa de choque do Bope e do Comando de Operações Táticas (COT). Cães farejadores farão varreduras diárias, e acessos ao prédio só serão liberados após inspeção com detector de metais. Além dos militares, policiais judiciais de tribunais de todo o País também reforçarão o esquema.

O tribunal mantém contato direto com a Secretaria de Segurança do DF, mas não divulga o número total de agentes envolvidos, por razões estratégicas.

Fonte: Redação Terra
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