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Política

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Lula: 'Fico imaginando quem manda jovens para guerra, nós fazemos guerra pela educação'

8 nov 2026 - 12h28
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Resumo
Em visita à sala de monitoramento do Inep, o presidente Lula afirmou que o Brasil trava uma guerra pela educação, criticando países que enviam jovens para conflitos armados. Acompanhado pelo ministro da Educação, o mandatário acompanhou a logística do Enem, que soma cinco milhões de inscritos em 1.900 municípios, com alta de 5% na participação. Em mensagem direta aos participantes, Lula pediu tranquilidade durante a avaliação e reafirmou a importância do ensino superior.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, neste domingo, países que mandam seus jovens para a guerra. Segundo ele, a guerra do Brasil é pela educação. Ele falou na sala de monitoramento do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), onde técnicos da autarquia do Ministério da Educação, responsável pela aplicação do Enem, acompanham os processos logísticos em todo o Brasil.

"Eu fico imaginando as pessoas que vão pras guerras, levam milhares de jovens pra morrer. Ou seja, colocam o jovem num navio, num avião, num trem e falam: vai lutar. E não dão certeza de que esse jovem vai voltar vivo. Nós, aqui, estamos fazendo uma guerra contra o retrocesso. Estamos fazendo uma guerra pela educação. Uma guerra que significa paz", disse.

A visita do presidente estava prevista para ocorrer às 11h, mas cerca de 20 minutos antes ele já havia chegado ao local. Ele pôde acompanhar a distribuição das provas nos 1.900 municípios brasileiros. Também estavam presentes o ministro da Educação, Leonardo Barchini e do presidente do Inep, Manuel Palacios.

Este ano a prova será aplicada nos dias 8 e 15 de novembro e tem cinco milhões de pessoas inscritas, uma alta de 5% em relação à edição anterior. Lula disse que falaria pouco durante o evento porque precisava preservar a voz, que está rouca há 15 dias.

"Eu saí de casa com a recomendação da Janja pra falar o menos possível pra ver se eu saro dessa rouquidão que já tá durando uns 15 dias. Eu nunca fiquei rouco tanto tempo", completou.

O presidente falou diretamente, por vídeo, aos estudantes que farão a prova. Disse a eles que fiquem tranquilos durante a prova e que o ensino superior ainda vale a pena. O ministro da Educação falou com jornalistas, comentando que esperava uma prova sem percalços e que todas os riscos climáticos estão mapeados pelo Inep.

Estadão
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