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Lula “ensina” militância a defender governo Dilma

21 jun 2014
13h15
atualizado às 15h15
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À militância presente na convenção que formalizou neste sábado a candidatura de Dilma Rousseff à reeleição, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu lições de defesa à presidente. A avaliação de Lula é a de que a militância é o principal instrumento de campanha.

Foto: Ricardo Stuckert / Instituto Lula

“O que precisamos é saber que o que vai ganhar essas eleições não é o tempo nem a qualidade da propaganda que a gente pode fazer na televisão. O que pode ganhar as eleições é a adrenalina das ruas”, declarou o ex-presidente.  “Cada militante do PT tem de ter de cor e salteado o que foi feito por este país.”

Segundo Lula, “uma eleição se ganha com bons programas e a gente mostrar o que fez em 12 anos de governo deste País”.

Ao criticar as gestões anteriores às do PT, Lula sinalizou que deseja que a legenda comande o País por mais 50 anos. “Eles que se preparem porque a partir de 2018 a gente pode querer mais quatro também. Quem sabe que a gente está disposto a fazer na (primeira) metade do século 21 a fazer o que eles não conseguiram na metade do século 19 e do século 20”, disse.

Xingamentos como motivação
Fiador da campanha de Dilma à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva mostrou irritação com a torcida que hostilizou a presidente durante a abertura da Copa do Mundo. Ele atribuiu a hostilização à parcela da população a oposicionistas.

“O que aconteceu com ela na Copa do Mundo me fez dobrar todo e qualquer esforço para elegê-la”, disse Lula. “Não é da cultura da esquerda deste país, não é da cultura do povo trabalhador deste país desrespeitar as pessoas.”

‘Criador’ e ‘criatura’
Declarando-se “criador” da presidente da República, Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou atritos ou divergências na relação entre os dois. Lula é o fiador da campanha de Dilma e a declaração foi feita à militância petista presente na convenção que formaliza a candidatura de Dilma Rousseff como candidata à reeleição.

"A gente vai provar que é possível uma presidenta e um ex-presidente terminarem seu mandato sem que haja nenhum atrito entre os dois numa demonstração de que é plenamente possível um criador e a criatura viverem juntos, em harmonia”, disse Lula.

Fonte: Terra
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