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Corte Europeia rejeita suspender extradição de Pizzolato

Desta forma, ele pode ser extraditado a partir de amanhã

6 out 2015
16h58
atualizado às 16h58
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A Corte Europeia de Direitos Humanos rejeitou o pedido para suspender a extradição de Henrique Pizzolato, que deve retornar ao Brasil a partir de amanhã. Essa é a segunda vez que Alessandro Sivelli, advogado do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, entra com recurso na Corte Europeia.

Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil

O primeiro foi tido como inadmissível, pois deveriam esperar pela resposta do Conselho de Estado. A Corte de Estrasburgo, também conhecida como Tribunal Internacional dos Direitos Humanos, julga recursos apresentados por cidadãos ou Estados que aleguem violações dos direitos civis e políticos estabelecidos pela Convenção Europeia dos Direitos Humanos. Suas sentenças podem obrigar governos europeus a alterarem legislações e práticas administrativas.

"Acho difícil de acreditar, dado os casos precedentes (de Cesare Battisti), que o Estado italiano se moveu pela necessidade de uma cooperação leal entre os Estados, sendo que o Brasil sempre se mostrou insensível com as exigências da justiça italiana", disse Sivelli.

O magistrado ainda criticou o governo por "para pisotear nos direitos" de um "cidadão italiano que esperava obter na justiça italiana o que o Brasil se recusou" a lhe dar. Ele ainda citou críticas feitas pelo ministro José Eduardo Cardozo sobre o sistema penitenciário brasileiro.

Apesar de os obstáculos jurídicos terem acabado, ainda existem outros procedimentos que devem ser concluídos da extradição que, ao que parece, não vai acontecer amanhã ou até mesmo dentro de alguns dias.

 

Fonte: Terra
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