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Janot denuncia ex-líder do governo Dilma por corrupção

20 dez 2016
16h41
atualizado às 17h47
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O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou o deputado federal José Guimarães (PT-CE), ex-líder do governo Dilma Rousseff, ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. De acordo com a denúncia, o parlamentar recebeu R$ 97,7 mil em propina para pagar despesas pessoais com um escritório de advocacia e uma gráfica que trabalhou em sua campanha. O relator da denúncia é o ministro Edson Fachin.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

Segundo a acusação, do valor total recebido pelo deputado, R$ 30 mil consistiam em vantagens indevidas para favorecer a empreiteira Engevix em um contrato de crédito com o Banco do Nordeste, avaliado em R$ 260 milhões, para construção de usinas eólicas na Bahia.

"O panorama probatório coletado demonstra robustamente o recebimento doloso de vantagem indevida pelo deputado federal José Guimarães, mediante o pagamento de dívidas pessoais por terceiros. A propina foi recebida em razão da atuação do parlamentar perante a presidência do Banco do Nordeste do Brasil, de sua indicação e sustentação política, para viabilizar a concessão de financiamento de acordo com os interesses da empresa Engevix", argumenta a PGR.

Deputado nega ter recebido propina

 

O deputado José Guimarães (PT-CE), negou ter intermediado negociação junto ao Banco do Nordeste do Brasil e ter recebido dinheiro da Engevix. "Quero reiterar, conforme venho afirmando desde o surgimento deste assunto, que jamais intermediei junto ao Banco do Nordeste do Brasil [BNB] quaisquer recursos para a empresa Engevix, nem pratiquei ato de natureza imprópria junto a qualquer instituição. Tenho a consciência tranquila de que nunca me beneficiei de recurso público, razão pela qual manifesto meu repúdio a todas as acusações", disse Guimarães em nota.

Guimarães disse que mantém diálogo com várias instituições e atende a diversos interlocutores de todas as esferas. "Como deputado, mantenho diálogo com inúmeras instituições públicas, bem como atendimentos a diversos interlocutores de todas as esferas, conforme se pode acompanhar diariamente pela minha agenda, amplamente repercutida nas redes sociais e na própria imprensa. Prestei contas de todas as minhas despesas de campanha, que foram devidamente registradas e aprovadas", disse em outro trecho da nota.

Segundo a nota, a acusação foi feita por uma pessoa sem credibilidade. "Encaro com grande revolta, mas também como oportunidade de provar minha inocência. E é isso que farei. Tenho como grande aliado o povo que me concedeu mandato, o qual honro diariamente com muito trabalho", concluiu o petista.

*Colaborou Iolando Lourenço

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Agência Brasil Agência Brasil
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