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Política

ICE publica nome de Ramagem e informa que ex-deputado está 'sob custódia'

Alexandre Ramagem foi preso nesta segunda, 13; condenado pela trama golpista, ele estava foragido da justiça brasileira desde o ano passado

13 abr 2026 - 15h57
(atualizado às 16h51)
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Depois da Polícia Federal informar sobre a prisão do ex-deputado federal e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, nos Estados Unidos, o nome do brasileiro apareceu no site do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA (ICE), nesta segunda-feira, 13. Segundo a publicação, ex-parlamentar bolsonarista está sob custódia desta força de segurança americana.

O ICE não forneceu detalhes do motivo da detenção. Mas, segundo o influenciador Paulo Figueiredo, aliado de Ramagem, ele foi preso por uma infração de trânsito e que está prestando assistência para que o bolsonarista não seja deportado.

Site do ICE publica nome de Ramagem e aponta que brasileiro está sob custódia.
Site do ICE publica nome de Ramagem e aponta que brasileiro está sob custódia.
Foto: ICE/Reprodução / Estadão

O ICE é serviço de policiamento da área de alfândega e imigração americana tem o objetivo combater a imigração ilegal sob a justificativa de manutenção da segurança nacional.

Ramagem estava foragido da justiça brasileira desde o ano passado, quando fugiu para os Estados Unidos durante o julgamento da ação penal da trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF).

Para realizar a fuga, ele deixou o País por Roraima e entrou na Guiana de carro, de onde embarcou num avião para os Estados Unidos. O governo americano vinha resistindo a cumprir outras ordens de Moraes para extraditar aliados do ex-presidente que fugiram aos EUA, como o blogueiro Allan dos Santos, foragido desde 2021.

Eleito deputado federal em 2022, ele perdeu o mandato no fim de 2025 e foi condenado a 16 anos de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado de Direito e golpe de Estado.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, havia solicitado a extradição de Ramagem para o cumprimento da pena no Brasil.

"A prisão decorreu de cooperação policial internacional entre a Polícia Federal e autoridades policiais dos EUA", diz a nota da Polícia Federal. "O preso é considerado foragido da Justiça brasileira após condenação pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado de Direito", complementa.

Em nota, Figueiredo afirmou que a prisão não tem relação com o pedido de extradição feito por Moraes.

"A Immigrex, empresa da qual sou sócio, está prestando toda a assistência a Ramagem e sua família. Nossa expectativa é de que seja liberado o mais rapidamente possível e, no momento, não vemos qualquer risco de deportação", afirmou o aliado de Ramagem, por meio de nota.

"Isso não tem absolutamente nada a ver com o pedido de extradição do Brasil, que segue em análise no Departamento de Estado", acrescentou.

Cerca de dois meses antes de ser preso, ele apareceu em uma foto ao lado do influenciador bolsonarista Allan do Santos e do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, na qual o trio afirmava estar "livre" nos EUA.

"Não podemos retornar à nossa pátria, mas ao menos estamos livres! Em comum: seguir lutando por liberdade", escreveu o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, fazendo menções a Allan e também a Ramagem. No momento do registro, feito no dia 13 de fevereiro, o trio estava nos Estados Unidos, para onde fugiram alegando "perseguição" do Supremo Tribunal Federal.

"São pessoas que já enfrentam mais de 3 anos a dor de não ver suas próprias famílias, esposas com contas congeladas sem explicação, salários bloqueados, impedidos de trabalhar e, pior, da noite para o dia sem ter como sustentar seus filhos", continua a postagem de Eduardo.

Eduardo Bolsonaro teve um interrogatório marcado para esta terça-feira, 14. Ele é réu por coação do Judiciário no período que antecedeu o julgamento da trama golpista, no qual seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi condenado./COLABORARAM AGUIRRE TALENTE E GUILHERME CAETANO

Estadão
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