Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Política

Conselho de Ética julga representações contra Marcos Pollon por participar de motim e xingar Motta

Motivado pela prisão de Jair Bolsonaro, em agosto do ano passado Pollon obstruiu os trabalhos da Câmara e chamou o presidente da Casa de 'bosta' e 'baixinho'

13 abr 2026 - 16h27
Compartilhar

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados julga nesta terça-feira, 14, os pareceres sobre duas representações contra Marcos Pollon (PL-MS) por conduta incompatível com decoro parlamentar.

Além de ter sido o último a recuar durante o motim que obstruiu os trabalhos da Câmara após a prisão de Jair Bolsonaro (PL) em agosto do ano passado, Pollon também chamou o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), de "bosta" e "baixinho de um metro e 60 em discurso no Maro Grosso do Sul. As duas condutas serão julgadas pelos membros do Conselho.

Pollon pode ser punido com suspensão do mandato por conduta incompatível com decoro parlamentar
Pollon pode ser punido com suspensão do mandato por conduta incompatível com decoro parlamentar
Foto: Kayo Magalhães/Agência Câmara / Estadão

O primeiro parecer de relatoria do deputado Moses Rodrigues (União-CE) pede suspensão do mandato de Pollon por 30 dias em razão da obstrução dos trabalhos da Câmara durante o motim. Já o segundo parecer, de relatoria do do deputado Ricardo Maia (MDB-BA) pede suspensão do mandato por 90 dias pelas ofensas proferidas contra Hugo Motta.

Os dois casos ocorreram em agosto do ano passado, motivados pela condenação de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Após a sentença da Corte, no início de agosto de 2025 os parlamentares bolsonaristas ocuparam a Mesa Diretora da Câmara e do Senado Federal de modo a impedir o trabalho no plenário.

Pollon participou do motim e foi o último deputado da oposição a ceder a cadeira para Hugo Motta dar início à sessão. Os trabalhos da Câmara ficaram obstruídos por mais de 30 horas. Na época, Pollon se defendeu nas redes sociais dizendo que é autista e que, por isso, não estava entendendo o que acontecia no momento em que o presidente da Casa tentou retomar a cadeira para comandar a sessão.

Segundo o processo instaurado na Câmara contra Pollon, "o ato, com uso da força física, representou interferência direta na autoridade da Presidência da Casa e no funcionamento legítimo dos trabalhos parlamentares", diz o documento.

O segundo caso, ocorreu no dia 3 de agosto, durante um discurso inflamado durante em defesa do ex-presidente no Mato Grosso do Sul, Estado do parlamentar. Na ocasião, Pollon proferiu as ofensas contra Hugo Motta.

Nesse pronunciamento, Pollon manifestou não temer que pudesse estar encerrando a própria carreira política. "Eu não vou recuar, e o cargo que se lasque. Vim aqui para denunciar aqueles que entregaram o PL para a porcaria do PSDB. Canalhas", disse. "'Pollon, você acabou de entregar sua cadeira política' - foda-se, eu não vou entregar o meu País", concluiu.

"A anistia está na conta da p... do Hugo Motta. Nós queremos colocar o povo para enfrentar o Alexandre de Moraes, mas nós não podemos peitar o bosta do Hugo Motta, um baixinho de 1,60m?, disse Pollon na época.

A representação contra Polon destaca que as ofensas contra Motta, "ainda que fora das dependências da Casa Legislativa, revela-se incompatível com os deveres éticos e funcionais inerentes ao exercício do mandato".

O Estadão tenta contato com o deputado e aguarda retorno.

Estadão
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra