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Haddad minimiza Bolsonaro: foco é vencer Alckmin e Meirelles

Petista diz que não consegue visualizar o projeto do ex-capitão do exército

7 ago 2018
01h40
atualizado às 07h36
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O vice na chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (6) que o objetivo principal do chamado campo progressista é derrotar as candidaturas de Geraldo Alckmin (PSDB) e Henrique Meirelles (MDB), que representam a continuidade do governo Temer, e minimizou o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), por falta de clareza do seu projeto.

Ao comentar a formação das alianças do primeiro turno, que não conseguiu unir as candidaturas de Lula e de Ciro Gomes (PDT), o ex-prefeito de São Paulo ressaltou que esse grupo estará junto num eventual segundo turno.

Haddad deixa sede da PF após visita a Lula na prisão em Curitiba
Haddad deixa sede da PF após visita a Lula na prisão em Curitiba
Foto: Rodolfo Buhrer / Reuters

"Tenho certeza de que, embora nós não tenhamos conseguido compor uma única chapa que representasse o campo progressista contra as candidaturas sobretudo do Meirelles e do Alckmin, que representam a continuidade do governo Temer, nós vamos estar juntos no segundo turno e no governo, porque nós temos o objetivo comum de derrotar esse projeto que está desconstruindo o país", disse Haddad a jornalistas em Curitiba, após visitar Lula na prisão.

Para o ex-prefeito de São Paulo, o governo Temer "tem que dar lugar a um projeto legítimo, saído das urnas, que dialogue com os anseios populares e nacionais".

Questionado por não ter mencionado o presidenciável do PSL entre as candidaturas a serem derrotadas pelo seu campo, Haddad disse que não consegue "visualizar o projeto Bolsonaro".

"Porque ele (Bolsonaro) remete sempre a um economista, que até virou meme de internet, virou "posto Ipiranga", qualquer pergunta difícil ele remete para o Paulo Guedes", disse o candidato a vice petista, referindo-se ao coordenador econômico de Bolsonaro.

Perguntado sobre as altas intenções de voto de Bolsonaro nas pesquisas --ele lidera os cenários sem Lula--, Haddad avaliou que o capitão da reserva do Exército "dialoga mais com um sentimento do que propriamente com um sonho, do que com um desejo de transformação social".

"Vamos ter que lidar com esse sentimento de forma respeitosa, são cidadãos que estão angustiados em busca de uma solução que eles não conseguem compreender muito bem, vamos dialogar com esse público também", acrescentou.

Preso em Curitiba desde abril, cumprindo pena por condenação em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá, Lula, que lidera as pesquisas de intenções de voto, deve ter sua candidatura barrada com base na Lei da Ficha Limpa.

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