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Política

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Haddad critica Flávio por tarifaço, reage a Tarcísio e diz estar 'confortável' com opções de vice

Pré-candidato ao governo de São Paulo defendeu o desempenho econômico do governo Lula, classificou como "tiro no pé" a articulação do senador Flávio Bolsonaro com Donald Trump e afirmou que o plano de segurança será apresentado até o fim de junho

15 jun 2026 - 11h19
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O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), criticou a atuação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em relação ao tarifaço dos Estados Unidos e afirmou que "não pode um grupo interno jogar contra o País". Em evento promovido pela revista "Veja" nesta segunda-feira, 15, em São Paulo, ele também rebateu críticas do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) à condução da economia e defendeu o desempenho do governo Luiz Inácio Lula da Silva.

Haddad classificou como um "tiro no pé" a articulação política que, segundo ele, envolve interlocução com o presidente americano Donald Trump. A crítica ocorre após Flávio Bolsonaro ter se reunido com Trump na semana em que foi anunciada a proposta de nova tarifa adicional sobre produtos brasileiros. "O que não pode acontecer é um grupo interno jogar contra o País. Foi um tiro no pé de novo", afirmou.

Ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad criticou Flávio Bolsonaro e rebateu críticas de Tarcísio de Freitas
Ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad criticou Flávio Bolsonaro e rebateu críticas de Tarcísio de Freitas
Foto: Wilton Junior/ Estadão / Estadão

Ao rebater críticas de Tarcísio no evento, Haddad afirmou que o Brasil vive um momento de crescimento econômico com responsabilidade fiscal e social. Para ele, o País tem gerado empregos e ampliado a renda sem penalizar a base da população. "Nós não estamos perdendo oportunidade. O Brasil está crescendo com sustentabilidade fiscal e social", disse.

Sobre a composição de chapa, Haddad afirmou que está "muito confortável" com os nomes discutidos e citou aliados como Marina Silva (Rede), Márcio França (PSB) e Simone Tebet (PSB). Para ele, a definição depende de articulações nacionais. "Marina, Márcio e Simone são um luxo. Estou confortável com meus companheiros de chapa", disse.

Nos bastidores, porém, há um impasse sobre o nome do vice: enquanto o PT e Lula defendem a indicação de Márcio França para a chapa como vice, o próprio ex-governador tem sinalizado preferência por disputar uma vaga ao Senado em São Paulo.

Ao comentar investigações envolvendo o Banco Master, Haddad defendeu rigor na apuração, independentemente de posicionamento ideológico. Segundo ele, é necessário punir irregularidades e valorizar quem atua corretamente na vida pública. "Errou, tem lei para aplicar. Não errou, tem que valorizar", afirmou.

Em conversas com jornalistas após o evento, ministro afirmou que sua pré-campanha prepara um plano para a área de segurança pública, com previsão de apresentação até o fim de junho. Para ele, o tema tem sido tratado com prioridade, com consultas a especialistas e integrantes das forças de segurança.

Haddad respondeu ainda às críticas sobre privatizações e ao apelido de "Taxad". Ele afirmou que medidas como a cobrança sobre importações foram inicialmente adotadas por governadores, incluindo Tarcísio, e defendeu a correção de distorções no mercado. "Quem começou a cobrar a taxa das blusinhas foram os governadores", disse, acrescentando que havia desequilíbrio entre o varejo nacional e produtos importados.

Estadão
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