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Política

Governo Trump envia coordenador de sanções ao Brasil para discutir 'organizações criminosas'

Deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro trata a viagem como passo rumo a uma eventual punição contra o ministro do STF Alexandre de Moraes por parte da Casa Branca

5 mai 2025 - 14h37
(atualizado às 18h44)
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BRASÍLIA - O chefe interino da Coordenação de Sanções do governo dos Estados Unidos, David Gamble, vem ao Brasil nesta semana para uma série de agendas bilaterias. A embaixada dos EUA informa que ele vai tratar com autoridades brasileiras o tema das "organizações criminosas transnacionais".

Enviado pelo Departamento de Estado da administração Trump, Gamble é responsável pelos programas de sanções voltados ao combate ao terrorismo e ao tráfico de drogas.

Nas redes sociais, Eduardo vinha tratando a vinda de Gamble como um passo para a imposição de sanções por parte de Trump contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, considerado algoz pelo bolsonarismo.

"Está chegando a hora", escreveu Eduardo no X (antigo Twitter) na sexta-feira, 2, ao compartilhar um link de um site noticioso informando que Gamble vem ao Brasil para tratar de "sanções contra Moraes".

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), licenciado de seu mandato, havia dito que Gamble se encontraria com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e um de seus filhos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A reunião, no entanto, não aconteceu. Em vez disso, Flávio recebeu na tarde desta segunda, em seu gabinete no Senado, Ricardo Pita, consultor sênior do departamento de assuntos ocidentais do Departamento de Estado americano, para tratar de crime organizado.

"Eu, na qualidade da comissão de segurança pública do Senado, havia pedido há alguns dias uma reunião via Embaixada americana aqui no Brasil com alguma autoridade do governo americano (com) que a gente pudesse tratar de segurança pública. O assunto aqui não tem nada a ver com sanções a quem quer que seja, como foi tratado por parte da imprensa", afirmou Flávio à imprensa após a reunião.

Questionado sobre o fato de o próprio irmão ter sugerido nas redes sociais que o encontro seria feito para tratar de sanções a Moraes, Flávio negou a intenção. "Não, ele (Eduardo) está tratando disso nos Estados Unidos, mas esta reunião específica foi uma coincidência de verdade. Não vai ter outra (reunião) com a gente", declarou.

Ao lado do deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP), que também participou da agenda, Flávio disse ter pedido ao governador do Rio, Cláudio Castro (PL-RJ), um relatório de inteligência sobre o envolvimento de facções brasileiras com grupos criminosos internacionais. A ideia, segundo ele, é firmar parcerias com o governo Trump para combater essas organizações — o que teria levado à reunião com Pita.

Após a Embaixada americana ter afirmado à imprensa que a viagem de Gamble tem como intuito tratar de segurança pública — e não de sanções a autoridades —, Eduardo se irritou com as críticas de seguidores.

"Chega a ser engraçado ver alguns jornalistas desesperados para tentar me 'desmentir' e descredibilizar o trabalho que tenho feito aqui nos EUA. Ainda que a visita do coordenador de sanções dos EUA ao Brasil fosse apenas sobre o combate ao crime organizado, como alguns dão a entender, isso já bastaria para confirmar a eficiência de tudo o que venho fazendo e dizendo há meses", escreveu no X.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) afirmou que a delegação americana tem um encontro nesta terça-feira, 6, com a equipe técnica da Secretaria de Segurança Pública "endo como pauta exclusiva a temática de segurança pública e combate ao crime organizado".

Desde que decidiu se licenciar do mandato para viver nos Estados Unidos, em março, Eduardo vem dizendo que tomou a decisão "para buscar sanções aos violadores dos direitos humanos" junto ao governo Trump.

Em postagem publicada nas redes sociais na ocasião, ele disse ser alvo de perseguição, criticou Moraes e chamou a Polícia Federal de "Gestapo", polícia secreta da Alemanha nazista.

"Irei me licenciar sem remuneração para que possa me dedicar integralmente e buscar sanções aos violadores de direitos humanos. Aqui, poderei focar em buscar as justas punições que Alexandre de Moraes e a sua Gestapo da Polícia Federal merecem", disse.

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Estadão
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