Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Política

Fux diz que julgamento da trama golpista na 1ª Turma silencia vozes de ministros da Corte

Fux ainda falou que a Constituição Federal não se refere a turmas, e sim ao plenário

10 set 2025 - 09h50
(atualizado às 11h29)
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
Luiz Fux criticou o julgamento da trama golpista na 1ª Turma do STF, destacando que a Constituição prevê decisões pelo plenário, e defendeu maior participação dos 11 ministros em casos de alta relevância.

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que o julgamento da trama golpista na Primeira Turma do STF silencia as vozes dos ministros da Corte. Ele vota nesta quarta-feira, 10, quarto dia do julgamento da trama golpista, envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados. 

"Ao rebaixar a competência originária do plenário para uma das duas turmas, estaríamos silenciando as vozes de ministros que poderiam exteriorizar suas formas de pensar sobre os fatos a serem julgados nesta ação penal", disse.

Fux ainda falou que a Constituição Federal não se refere a turmas, e sim ao plenário --os 11 ministros-- ao tratar de qual competência estaria apta a julgar o mais alto cargo do país, de presidente.

Fux diz que Bolsonaro deveria ser julgado pelo plenário do STF: ‘Sempre foi e continua sendo’:

"E seria realmente ideal que tudo fosse julgado pelo plenário do Supremo Tribunal Federal, com a racionalidade funcional que hoje nós temos por força dos nossos instrumentos digitais e de tecnologia e de inteligência artificial", continuou.

O juiz já havia sinalizado que iria discordar do relator do caso, ministro Alexandre de Moraes. Fux afirma que, antes de observar e analisar as denúncias, um juiz deve conferir se há competência para o julgamento.

Fux critica ‘banalização’ das regras de prerrogativa de foro e fala em ‘tribunal de exceção’:

O novo entendimento do STF que Fux questiona é de que, nos crimes praticados no exercício do cargo e em razão das funções, a prerrogativa de foro se mantém mesmo após o afastamento da autoridade, ainda que o inquérito e a ação penal sejam iniciados após o término do exercício do cargo. Esse é um entendimento de março deste ano. 

"O Supremo Tribunal Federal mudou a competência depois da data dos crimes e estão aqui muito bem apontadas por sua excelência o Procurador-Geral da República", enfatizou Fux, que sugeriu a nulidade inteira da ação penal. Para especialistas consultados pelo Terra, a postura contrária do ministro Fux pode atuar como uma base sólida para as defesas dos réus se apoiarem em caso de descontentamento com eventual condenação.

Entendimento sobre foro que mantém processo no STF gera ‘questionamentos sobre casuísmos’, diz Fux:

A tese do magistrado conflita com a posição do relator, Alexandre de Moraes, e do ministro Flávio Dino, que votaram na terça-feira, 9. “Como ensina o professor Calamandrei, a obediência à competência estrita é um dos pilares do Estado de Direito: a jurisdição só se exerce quando a competência está presente”, afirmou.

Em seu voto, Moraes lembrou que todas as preliminares já foram rejeitadas por unanimidade no recebimento da denúncia, e que não houve nenhum fato novo que justificasse uma revisão da posição da Corte. Ele também reafirmou que o próprio Fux já havia julgado como improcedentes os pedidos de nulidade.

Fux diz que STF tem ‘incompetência absoluta’ e pede anulação do processo da trama golpista:

Fux é o terceiro a votar no processo que analisa o chamado "núcleo crucial" da tentativa de golpe de Estado. Estão sendo julgados:

  • o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), 
  • o ex-ministro da Defesa e da Casa Civil, Walter Braga Netto;
  • o ex-ajudante de ordens Mauro Cid;
  • o almirante de esquadra que comandou a Marinha, Almir Garnier;
  • o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres;
  • o ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Augusto Heleno;
  • o ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem;
  • e o general e ex-ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira.

A votação está prevista para terminar até sexta-feira, 12. Depois de Fux, a ministra Cármen Lúcia e o ministro Cristiano Zanin (presidente da Turma) devem apresentar seus votos.

Fonte: Redação Terra
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade