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Política

Francisco Mesquita: 'Seguimos com o senso de missão da luta pela República e o fim da escravidão'

Fundado em 1875, o jornal completou um século e meio de circulação em 4 de janeiro

28 ago 2025 - 19h25
(atualizado às 22h56)
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A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) realizou nesta quinta-feira, 28, uma sessão solene em comemoração aos 150 anos do Estadão. Autoridades e profissionais da imprensa se reuniram para celebrar a trajetória de um dos principais veículos de comunicação do País.

A cerimônia foi proposta pelo deputado estadual Thiago Auricchio (PL), que destacou o papel do Estadão na construção de uma sociedade mais saudável. "Uma sociedade empoderada passa por uma imprensa forte e o Estadão representa muito bem isso", disse ele.

Sessão solene no plenário Juscelino Kubitschek na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo proposta pelo deputado Thiago Auricchio (PL) homenageia o Estadão pelos 150 anos
Sessão solene no plenário Juscelino Kubitschek na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo proposta pelo deputado Thiago Auricchio (PL) homenageia o Estadão pelos 150 anos
Foto: Daniel Teixeira/Estadão / Estadão

Fundado em 1875, o jornal completou um século e meio de circulação em 4 de janeiro. Desde sua criação, tem como marca a defesa da democracia, das liberdades e de uma imprensa independente.

A sessão solene foi presidida por Auricchio. Ao lado dele, compuseram a mesa diretora Francisco Mesquita Neto, presidente do Conselho de Administração do Estadão; Erick Bretas, CEO do jornal; e Eurípedes Alcântara, diretor de Jornalismo do jornal. Também participaram da mesa: o deputado estadual Delegado Olim; o vice-presidente do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), Dimas Ramalho; o vice-presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), José Antonio Encinas Manfré; e a secretária de Comunicação do governo paulista, Lais Vita.

"Desde pequeno acompanhei meu pai, que foi quatro vezes prefeito de São Caetano, e, desde os 10 anos, vivo a política dentro de casa. Ele sempre dizia: 'Se você quiser entender um pouco de política e do que acontece no nosso país, no nosso Estado e no mundo, tem que ler o Estadão'", disse o autor do requerimento da homenagem.

Durante a homenagem, o presidente do Conselho de Administração do Grupo Estado, Francisco Mesquita Neto, destacou os valores que guiam o Estadão desde a sua fundação. "Coube-me a honra de agradecer esta homenagem em nome do jornal que minha família ajudou a fundar. E que seguimos conduzindo até hoje com o mesmo senso de missão civilizatória dos tempos históricos e heroicos da luta pela proclamação da República e a abolição da escravatura", apontou.

"Recordo aqui as palavras do diretor que nos representou nesta mesma Casa em 1975, na homenagem que nos fizeram na passagem do nosso centenário. O jornal, os detentores de mandatos legislativos, dizia ele, vivem uma biografia compartilhada, ambos têm o dever de representar opiniões, nós a dos nossos leitores, vocês a dos seus eleitores. As forças paulistas que levaram à criação do Estadão eram abolicionistas, liberais, modernizadoras, democratas e empreendedoras. Tinha que ser São Paulo. Um jornal liberal, republicano, comprometido com o progresso social, material e moral de todos os brasileiros, só poderia ter nascido e progredido em São Paulo. São Paulo acordou primeiro para um futuro republicano de igualdade e oportunidade para todos. Um futuro alcançado com trabalho, engenho, arte, ciência e tecnologia. O Estadão acordou junto", completou.

Na sessão, o CEO do jornal, Erick Bretas, enfatizou o papel do Estadão, principalmente em momentos desafiadores como os enfrentados atualmente na sociedade.

"Nossa democracia tem sido testada e tensionada, mas resiste porque se ancora na força das instituições e da sociedade. Em momentos como este, o Estadão volta à sua essência, sendo uma tribuna para o diálogo de ideias, mas também olha para o futuro. Para seguir relevante, o jornalismo precisa dialogar com as novas gerações, lançar mão de novos formatos, abraçar a tecnologia sempre que ela contribui para o cumprimento de sua missão", disse Bretas.

"O Estadão é hoje uma plataforma de comunicação capaz de alcançar diferentes audiências, com diferentes linguagens, onde quer que elas estejam. Assim como São Paulo se reinventa a cada época, sem jamais abrir mão de seu propósito", completou o CEO.

Já o diretor-executivo de Jornalismo do Estadão, Eurípedes Alcântara, reforçou o papel do veículo e afirmou que "ser olhos e ouvidos da sociedade requer acompanhar criticamente a atuação dos poderes públicos, entre eles o Legislativo".

"Essa homenagem celebra a longevidade de uma instituição modelar na imprensa brasileira. Celebra uma trajetória de compromisso contínuo da democracia, com o exercício da liberdade de imprensa, mesmo quando isso acarretava reações desmedidas de ocupantes de poder", disse ele, lembrando duas ocasiões em que ditaduras atentaram contra o veículo.

"A primeira dessas reações ocorreu em 1940, quando a ditadura Vargas tomou jornal de seus donos, a família Mesquita, e depois no AI-5, quando o Estadão ficou sete anos sob censura prévia, com censores trabalhando dentro da redação", completou.

Em sua fala, o deputado Delegado Olim parabenizou os profissionais do Estadão pelo trabalho de jornalismo de qualidade e contou sobre sua relação pessoal com as publicações do Grupo Estado. "Ainda sou daquele que recebe o jornal todo dia. Pego o meu jornal e leio na padaria. Leio O Estado de S. Paulo e, durante anos, li também o Jornal da Tarde. Guardei o último exemplar do Jornal da Tarde, que está comigo até hoje", disse.

Do mesmo modo, o vice-presidente do TCE-SP, Dimas Ramalho, relatou sua relação pessoal com o jornal e destacou seu papel em sua formação. "O Estadão é uma das mais respeitadas instituições da imprensa brasileira. Para mim, esta homenagem também tem um caráter pessoal. Leio o Estadão há mais de 50 anos, um hábito que herdei de meu pai, também leitor assíduo do jornal, que sempre me dizia: 'Você quer aprender a escrever? Leia os editoriais do Estadão'. É claro que, como jovem, não gostava dos editoriais; preferia ler a seção de esportes. Mas lia, e posso dizer aos senhores que aprendi a escrever".

O vice-presidente do TRE-SP, José Antonio Encinas Manfré, destacou a honra de o tribunal participar da homenagem ao Estadão e ressaltou a relevância do jornal: "O Estadão continua desempenhando um papel fundamental para o País, com uma imprensa livre, formadora e responsável, à altura das expectativas do povo e das instituições."

Já a secretária estadual de Comunicação, Lais Vita, representando o governador Tarcísio de Freitas, ressaltou a trajetória do jornal, marcada pelo compromisso com a informação. "A Província de São Paulo, que hoje é o Estadão, completa os 150 anos consolidado como um dos mais influentes jornais do Brasil. Não é exagero algum dizer que a trajetória republicana de São Paulo e do Brasil está escrita em cada página do Estadão", disse.

Veja a íntegra da cerimônia:

Estadão
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