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Política

Flávio regressa de viagem e mira em Lula: 'Que não tome cachaça antes de reunião com Trump'

Senador é pré-candidato à presidência em disputa com o petista

11 fev 2026 - 16h43
(atualizado às 16h51)
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SÃO PAULO e BRASÍLIA - De volta de viagem ao exterior, o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), criticou o presidente presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu futuro adversário na disputa presidencial deste ano. Flávio afirmou esperar que o petista "não tome cachaça" antes de uma eventual reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e não leve à mesa "ideias antiamericanas" no encontro entre Brasil e os EUA em março.

A declaração foi feita durante painel no evento CEO Conference Brasil 2026, do BTG Pactual. Lula já negociou com os Estados Unidos a redução de tarifas impostas a produtos brasileiros e chegou a ser elogiado por Trump.

Flávio disse que, se eleito presidente da República, não terá dificuldade em dialogar com líderes internacionais porque pretende adotar uma postura "pragmática". Nesse contexto, afirmou que Trump "pode ter uma torcida" por ele, embora tenha ressaltado que não se trata de um apoio formal.

O senador Flávio Bolsonaro ( PL-RJ) voltou a criticar o presidente Lula
O senador Flávio Bolsonaro ( PL-RJ) voltou a criticar o presidente Lula
Foto: Wilton Junior / Estadão / Estadão

O senador prometeu que, se eleito, manterá programas assistenciais como o Bolsa Família. Segundo ele, seu eventual governo dará suporte às pessoas que dependem do Estado.

"Programas como o Bolsa Família vão ser mantidos, e as pessoas que precisarem do Estado, vamos abraçar essas pessoas", declarou durante participação virtual de conferência do BTG Pactual.

Flávio Bolsonaro disse, no entanto, que criará mecanismos para a redução da dependência aos programas, para que as pessoas "caminhem com as próprias pernas". O senador não deu detalhes sobre o tema.

Na área econômica, o senador afirmou que não tem prazo para anunciar o futuro ministro da Economia em uma eventual gestão e negou conversas com nomes que circulam no mercado, como o ex-secretário do Tesouro Mansueto Almeida e o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto.

Segundo ele, essas especulações partem da imprensa. O senador evitou detalhar critérios ou prazos para a escolha."Tem que ser, no mínimo, igual ao Paulo Guedes", disse Flávio. "Podem ter uma certeza, vai ser muito melhor que (Fernando) Haddad, até porque tem que ser economista", continuou, sob aplausos de agentes financeiros.

Sobre o papel do Estado, Flávio defendeu uma ampla agenda de privatizações. Segundo ele, "não dá para privatizar tudo", mas afirmou que cerca de "95%" das estatais poderiam ser transferidas ao setor privado. "Onde pudermos privatizar, vamos privatizar", disse, acrescentando que é favorável às privatizações, desde que analisadas "caso a caso".

Ele ponderou, no entanto, que algumas áreas exigem tratamento estratégico. Citou as terras raras como exemplo de setor sensível, que, segundo ele, deve ser desenvolvido por meio de parcerias público-privadas, sem criação de novas estatais, devido à importância desses minerais para cadeias produtivas ligadas à tecnologia, semicondutores e inteligência artificial.

O senador afirmou ainda que "não vai demorar muito" para seu nome aparecer à frente do presidente Lula nas pesquisas. Ao longo do painel, Flávio se referiu ao petista como "Opala velhão".

"As tendências mostram que não vai demorar muito para que, até na Quaest, o Flávio Bolsonaro esteja numericamente à frente do Lula", disse. "O Lula é um produto vencido, de verdade. Se comparar o Lula a um carro, ele é aquele Opala velhão, macho, de câmbio manual. Já foi bonito, mas hoje não te leva para lugar nenhum e ainda bebe pra caramba."

Flávio também atacou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, referindo-se ao petista como "melhor ministro da Fazenda do Paraguai". Nesse sentido, o filho mais velho de Jair Bolsonaro afirmou que irá buscar "incessantemente" melhorar ambiente de negócios do Brasil.

"Nós hoje temos um ministro da Fazenda, que é o Haddad, que ele é o melhor ministro da Fazenda do Paraguai, porque ele está conseguindo levar as indústrias brasileiras para lá", continuou Flávio.

"A reforma tributária que aconteceu virou uma bagunça ainda maior. Profissionais liberais vão pagar tributos como nunca antes na sua vida."Ao comentar a relação com outros postulantes do bolsonarismo à Presidência da República, o senador disse que sempre tratou, tanto publicamente quanto de forma reservada, com respeito e admiração o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL). Disse reconhecer que houve um "ruído" inicial na relação, mas avaliou que a tensão já diminuiu consideravelmente.

Flávio reconheceu que Tarcísio manifestou em diversas ocasiões, de forma pública, alinhamento com o projeto político do grupo, algo que o senador afirmou nunca ter colocado em dúvida. Ele disse ainda esperar que o governador esteja no mesmo espírito das eleições de 2022, quando disputou e venceu a eleição em São Paulo, mas agora com ele ocupando o papel que antes era do pai.

Em relação a Michelle, declarou ter total respeito por ela e avaliou que a ex-primeira-dama ainda reflete sobre a possibilidade de ingressar na vida pública. Afirmou que, após um período prolongado de viagens, pretende se encontrar com ela com tranquilidade para "reforçar o pedido de engajamento no projeto", que, segundo ele, não é pessoal, mas um projeto de País.

Estadão
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